Extensionistas da Emater passam por capacitação sobre cultivo de mudas de pequi e coquinho azedo no ICA

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Oficinas foram ministradas por docentes, servidores técnico-administrativos e acadêmicos da graduação e da pós-graduação da universidade

Difundir o conhecimento e as práticas acerca da propagação, manejo e melhoramento do pequi e coquinho azedo, este foi um dos objetivos do ciclo de oficinas realizado no Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFMG na manhã desta terça-feira, 14 de março. O evento reuniu 44 extensionistas da Emater de 25 municípios do Norte de Minas no Viveiro de Mudas Frutíferas, Ornamentais e Silviculturais do ICA. “Nós fomos procurados pela Emater para dar uma oficina sobre propagação de plantas frutíferas nativas, uma vez que eles estão realizando este trabalho com agricultores e extrativistas com estas plantas. A nossa ideia é de além da capacitação sobre a propagação, ao final, formatar uma proposta de plantio em alguns municípios com pequizeiro, coquinho azedo e outras frutíferas”, explica o professor Paulo Sérgio Nascimento, responsável pelo Viveiro.

Para o professor, a oficina contribui em dois aspectos. “Na área de restauração ambiental, em função das ações do homem, houve uma redução bem grande das populações naturais de coquinho e de pequizeiro. E como são plantas com alto valor econômico é uma oportunidade de fazer o plantio, aumentar a eficiência de exploração da espécie e deixando as populações naturais, no campo, se regenerarem diminuindo os impactos da ação humana”.

Esta é a segunda edição da capacitação realizada pelo projeto de Desenvolvimento Sustentável das Frutas Nativas e Plantadas da Agricultura Familiar para o Norte de Minas Gerais. A iniciativa do governo do estado vai beneficiar agricultores familiares extrativistas de 25 municípios do norte de Minas, até o final de 2023. “É uma integração entre ensino, pesquisa e extensão. Este é o segundo momento em que nós estamos reunindo com os técnicos da Emater, porque são áreas nas quais se tem pouca pesquisa, pouca informação. Nós temos que aproveitar ao máximo o que o Instituto de Ciências Agrárias da UFMG tem a oferecer com suas pesquisas. A nossa intenção é de que os técnicos repassem este conhecimento aos produtores, que são os beneficiados deste projeto”, afirma o coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater, Deny Sanábio.

Os recursos do projeto, são do Fundo Pró-Pequi e estão sendo gerenciados pelo Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Ambiental e Sustentável do Norte de Minas (Codanorte). A gerente do Departamento de Desenvolvimento Rural da instituição e coordenadora do projeto Aldenir Teixeira da Gama, conta que são trabalhados diversos aspectos junto aos envolvidos. “O projeto abrange municípios sobretudo do arranjo produtivo do pequi. As ações incluem esta capacitação dos extensionistas da Emater, que tem uma capilaridade muito grande no alcance dos agricultores. Cerca de 220 agricultores agroextrativistas foram cadastrados e irão receber visitas dos extensionistas para orientações. Além disso, tem o apoio a agroindústrias de base familiar. É oferecido um acompanhamento técnico por um engenheiro de alimentos no período de um ano”.

Troca de conhecimento e experiências

Docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes de graduação e pós-graduação envolvidos com projetos de pesquisa e atividades de extensão no Viveiro ministraram oficinas. O professor Paulo Sérgio Nascimento vê o evento como uma oportunidade para todos aprenderem. “A gente está trabalhando com estas espécies nativas há quase vinte anos. O objetivo é apresentar estes resultados e discutir com os técnicos da Emater, que são extensionistas e têm muita vivência e experiência também com estas plantas. Eles podem com o olhar deles contribuir para novos trabalhos de pesquisa ou mesmo aprimorar os processos tecnológicos atuais que a gente desenvolve. Este é um encontro muito rico. Não é só a universidade que está disponibilizando conhecimento, mas também está recebendo opiniões, sugestões e conhecimento deles”.

O extensionista da Emater em Pedras de Maria da Cruz, Fernando Cardoso de Oliveira, garante que a capacitação foi uma grande contribuição para as atividades que desenvolve. “A gente retorna com estas informações para o campo. Pelas contas feitas aqui, é um rendimento bem grande para uma área pequena. E os agroextrativistas têm pequenas propriedades. Então é uma grande oportunidade para a gente levar esse conhecimento para as comunidades tradicionais e desenvolver estes trabalhos junto a elas. Porque dá um rendimento muito bom e gera renda e melhoria da qualidade de vida para estes pequenos produtores”.

As atividades do projeto do governo devem ser concluídas este ano. Mas, há a previsão de que outras ações ligadas aos frutos do cerrado sejam desenvolvidas junto ao campus da UFMG em Montes Claros. “Nós estamos pleiteando aplicar os recursos do projeto em outras pesquisas em 2024 junto com a UFMG”, garante Deny Sanábio.

Texto: Ana Cláudia Mendes/UFMG

Fonte: ICA/ UFMG

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