Safra mineira de café deve alcançar 27,5 milhões de sacas em 2023

Mesmo sendo ano de bienalidade negativa, quando a produção tende a ser menor, volume deve superar a safra anterior.

A safra mineira de café deve alcançar 27,5 milhões de sacas em 2023, com crescimento de 25% na comparação com a safra anterior. A área em produção está estimada em 1,1 milhão de hectares, 8,8% superior a safra passada. A produtividade média prevista é de 24,8 sacas por hectare, registrando aumento de 15%. Os dados fazem parte do primeiro levantamento para a safra de café da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Mesmo sendo ano de bienalidade negativa, característica da cultura do café que alterna anos de safra boa com outra de produção menor, a previsão inicial sinaliza um desempenho superior a 2022, quebrando o ciclo de evolução da série, desde a safra 2001, quando a Conab começou a acompanhar a safra cafeeira no país.

“Em 2022, a produção foi afetada por adversidades climáticas, resultando em perdas de produtividade. Esta primeira estimativa aponta para uma recuperação da produtividade e aumento da área plantada, mas estes números poderão se alterar, principalmente em função de condições climáticas e dos tratos culturais das lavouras”, ressalta o assessor especial de cafeicultura da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Julian Carvalho.

Maior Produtor

Se estas previsões se confirmarem, Minas Gerais vai responder por aproximadamente 50% da safra nacional, que deve alcançar cerca de 55 milhões de sacas, mantendo sua posição de principal estado produtor de café do país.

Produção Regional

Quase todas as regiões devem registrar expansão. A estimativa de produção para as regiões Sul e Centro-Oeste do estado é de 13,2 milhões de sacas, com crescimento de 37%. A área em produção deve ser de 549 mil hectares, 10% superior à safra passada. A produtividade deverá crescer 24%, alcançando 24 sacas por hectare.

Para as regiões do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste é previsto crescimento na área em produção de 10%, registrando 200 mil hectares e produtividade de 31 sacas por hectare, com incremento de 35%.

Também há expectativa de crescimento para as regiões Norte, Jequitinhonha e Mucuri, devendo alcançar uma produção de 851,2 mil sacas. A área em produção deve crescer 5,2%, alcançando 28 mil hectares e a produtividade deve registrar ganho de 0,7%.

Para a Zona da Mata, Rio Doce e Central, a área em produção deve crescer 5,5% e alcançar 7,2 milhões de sacas. Ainda assim, as regiões têm estimativa de queda de 2,4% devido à previsão de perda na produtividade.

Programas

A Secretaria de Agricultura e suas vinculadas (Emater-MGEpamig e o Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA) desenvolvem diversas ações para o fortalecimento da cafeicultura no estado. O Certifica Minas Café, por exemplo, orienta os produtores a adequar as propriedades às normas internacionais de boas práticas agrícolas. Atualmente, 811 propriedades cafeeiras são certificadas pelo programa.

O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais e o desenvolvimento de diversas pesquisas e análises do setor cafeeiro são ações que também vêm contribuindo para a eficiência dos processos produtivos e a valorização dos cafés mineiros no mercado.

Fonte: Márcia França – Ascom/Seapa

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Conexões entre Geoparques

Na última sexta-feira (20), aconteceu na UFSM – Universidade Federal de Santa Maria, o 𝙄𝙄 𝘾𝙤𝙣𝙚𝙘𝙩𝙖 𝙂𝙚𝙤𝙥𝙖𝙧𝙦𝙪𝙚𝙨, que teve como foco promover diálogos entre diferentes agentes dos Geoparques Aspirantes UNESCO Quarta Colônia e Caçapava.

Um dos objetivos foi de elencar prioridades e proposição de ações para um planejamento estratégico dos territórios a partir de 2023. O evento contou com a participação da equipe da Subdivisão de Geoparques UFSM; estudantes e coordenadores de ações de extensão da UFSM e UNIPAMPA; além dos Comitês Gestores dos geoparques.

O encontro foi o início do planejamento estratégico, que seguirá acontecendo em outras etapas, com o envolvimento de outros agentes.

Além disso, as demandas e prioridades levantadas no II Conecta irão orientar a seleção dos projetos fomentados pelo edital Geoparques/UFSM deste ano.

Fotos: Gabriela Machado

Fonte: Geoparque Quarta Colônia

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Agricultores familiares do Geoparque Quarta Colônia Aspirante UNESCO participam de evento focado na Fruticultura

Fruticultores participaram do I Polifruti, evento que oportunizou diálogo com conhecimentos técnicos, gerenciais e mercadológicos para o campo da fruticultura no sul do Brasil.

Na última sexta-feira, 13, agricultores familiares do Geoparque Quarta Colônia Aspirante UNESCO participaram do I Polifruti, evento que proporcionou a troca de conhecimentos  técnicos, gerenciais e mercadológicos na cadeia produtiva da Fruticultura no sul do Brasil. 

O evento foi realizado nas dependências do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), de forma presencial. O evento reuniu, para cada temática, estudantes, fruticultores, professores, gestores de empresas na área, extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar, presidentes de cooperativas, lideranças de juventudes rurais e diversos convidados entre produtores, representantes de associações, secretarias de agricultura, cooperativas, sindicatos rurais e interessados na área.

A comitiva da Quarta Colônia integrou fruticultores de Agudo, Ivorá, Pinhal Grande, Silveira Martins, São João do Polêsine e Restinga Seca. Participaram ainda os extensionistas da Emater/RS-Ascar e os integrantes do grupo que estão mobilizados na construção de uma Escola Família Agrícola Regional na Quarta Colônia. 

A dinâmica envolveu a apresentação e o debate sobre os principais problemas dos fruticultores no século XXI, identificados pelos estudantes em suas vivências no campo. O Polifruti tratou sobre as experiências de comercialização de frutas in natura, a importância do cooperativismo para a fruticultura, coleta de solo e de folha em frutíferas, manejo biológico do solo, e irrigação com foco em manejo e projetos. 

Essa conexão entre os problemas práticos dos fruticultores da Quarta Colônia e a sua presença no I Polifruti reforça uma iniciativa de mobilização e capacitação das famílias rurais para atuação no Geoparque. Ademais envolvem ações para fortalecer os processos de extensão rural com os agricultores que integram o Geoparque Quarta Colônia, ressaltou o Prof. Ezequiel Redin, da equipe de mobilização do Geoparque Quarta Colônia. 

Os convidados e os fruticultores presentes também puderam relatar os problemas do setor e apontar as necessidades da área atualmente. O evento contou com a participação de fruticultores de 30 municípios diferentes, organizados pela Emater/RS-Ascar, sindicatos rurais e secretarias de agricultura, e com mais de 130 pessoas de distintos locais do estado do Rio Grande do Sul e também com participantes de Santa Catarina.

Texto e fotos: Ezequiel Redin,  Professor de Extensão Rural do Colégio Politécnico e integrante da subdivisão de Geoparques da UFSM.

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Tecnologias diversificam culturas na agricultura familiar e promovem segurança alimentar

Nos próximos dias 1 e 2 de fevereiro, no município de Magalhães de Almeida-MA (Distrito Custódio Lima), a Embrapa Cocais – em parceria com a Ambev, a Cooperativa dos Produtores do Tabuleiro de São Bernardo – COOPRODUTASB e o Governo do Estado do Maranhão – vão promover dois eventos para mostrar soluções tecnológicas sustentáveis que contribuem para a diversificação de culturas na agricultura familiar, geração de renda e segurança alimentar.

Foto: Notícias Agricolas

Um deles é o dia de campo Manejo do Consórcio Rotacionado para Inovação na Agricultura Familiar – CRIAF, que será realizado na manhã do dia 1º de fevereiro. Como parte da programação do dia de campo, também haverá palestra sobre “Melhoramento genético na cultura da mandioca” durante a qual também serão apresentados resultados preliminares do projeto executado pela Embrapa, em parceria com a AMBEV, COOPRODUTASB e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST. Espera-se, ao final do projeto, a recomendação de duas ou três variedades de alta produtividade de raízes e alto teor de amido para melhorar a produtividade dos mandiocultores. Haverá ainda a palestra “PROJETO AMBEV – Parceria, ação social e benefícios para o produtor”. No período da tarde do dia 1º de fevereiro e durante todo o dia 2 de fevereiro, será a vez do segundo evento, a ser realizado no Povoado Alto Alegre: o curso “Mecanização na cultura da mandioca”, uma das atividades do projeto de pesquisa da Embrapa Cocais/Ambev. 

Fonte: Notícias Agricolas 

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I Polifruti destaca-se em troca de conhecimentos entre estudantes, fruticultores e pesquisadores

Evento com mais de 130 presentes, protagonizado pelos alunos do Curso Técnico em Fruticultura EAD, oportunizou um diálogo entre conhecimentos técnicos, gerenciais e mercadológicos para o campo da fruticultura no sul do Brasil.

Ocorreu, na última sexta-feira (13), o primeiro Polifruti, evento promovido pelo Curso Técnico de Fruticultura no Colégio Politécnico da UFSM. Estudantes, fruticultores, professores, extensionistas rurais e profissionais da iniciativa privada se reuniram para a troca de saberes e experiências com os produtores de frutas no Rio Grande do Sul. No total, fruticultores de 30 municípios diferentes, organizados pela Emater/RS, sindicatos rurais e secretarias de agricultura, participaram do evento.

O Coordenador do curso, Gustavo Pinto da Silva, ressalta a importância de oportunidades para tratar a indissociabilidade entre o ensino e a extensão: “Nada melhor do que os estudantes aprenderem a partir do contexto de vida e das experiências de quem já está na fruticultura, e a partir destes projetarem os espaços para o setor produtivo como um todo”.

Na abertura, a mesa foi composta pela vice-reitora da Universidade Federal de Santa Maria, Martha Bohrer Adaime; pelo vice-diretor do Colégio Politécnico, Moacir Bolzan; pelo Coordenador do Curso Técnico de Fruticultura EAD, Gustavo Pinto da Silva; pelos professores da disciplina de Vivências em Fruticultura I, Ezequiel Redin e Róberson Macedo de Oliveira; pela representante dos alunos do Curso Técnico de Fruticultura EAD, Lilian Alessandra Rodrigues e o pelo gerente da Emater/RS-Ascar Regional Santa Maria, Guilherme Godoy dos Santos.

Foto: Organizadores do evento

Painéis de diferentes temáticas foram realizados no Auditório do Colégio Politécnico, com uma dinâmica de apresentação seguida de debate. Os assuntos abordados foram os principais problemas dos fruticultores no século XXI, as experiências de comercialização de frutas in natura, a importância do cooperativismo para a fruticultura, a coleta de solo e de folha em frutíferas, o manejo biológico do solo e a irrigação com foco em manejo e projetos.

O Assistente Técnico em Fruticultura da Emater/RS-Ascar Regional Centro, Eduardo Rigon Gelain, cita o evento como uma proposta diferenciada no ramo, que abordou temas importantes, tanto técnicos quanto da cadeia produtiva, com qualidade e profundidade.

Após o término do evento, os participantes foram convidados a responder uma avaliação, para identificar necessidades e possíveis melhorias. A primeira edição do Polifruti foi considerada excelente, e destacou-se pela troca de experiência com os produtores, pela participação de diferentes cooperativas, pela diversidade e qualidade de informações, sendo citada também a dedicação dos alunos e professores para a realização das atividades.

Foto: Organizadores do evento

Do ensino à distância ao presencial
O I Polifruti é resultado de metodologias ativas incentivadas na disciplina de Vivências em Fruticultura I, ministrada pelos Professores Ezequiel Redin e Róberson Macedo de Oliveira. O objetivo é tornar os alunos protagonistas do seu próprio desenvolvimento, compreendendo a organização da fruticultura na forma de cadeias produtivas.

Durante o semestre, os estudantes puderam vivenciar propriedades com foco na fruticultura, através de um roteiro construído coletivamente pelos discentes. As experiências nesses locais apontaram os principais problemas enfrentados pelos fruticultores, os quais viraram o foco da primeira edição do evento.

A aluna Lilian Alessandra Rodrigues foi indicada pelos colegas para representar a turma durante a abertura. Ela destaca a organização do evento como desafiadora e gratificante: “Ações que demandam a busca pela criatividade e inovação são interessantes tanto para a nossa formação profissional quanto pessoal.”

O I Polifruti registrou um marco histórico no Curso Técnico em Fruticultura, uma vez que foi um evento protagonizado em sua integralidade pelos alunos que estudam na modalidade a distância. Os estudantes organizaram um evento de impacto para a área, suprindo demandas de variados assuntos e problemas vividos pelos agricultores.

O Ambiente Virtual de Aprendizagem (Moodle), as videoconferências pela plataforma BigBlueButton e os grupos nos aplicativos de mensagens instantâneas (WhatsApp) foram fundamentais para o sucesso na organização do evento, destacou o Prof. Ezequiel Redin.

Fonte: UFSM

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IDR-Paraná mostra novas tecnologias no Show Rural Coopavel 2023

Mais de cem pesquisadores e extensionistas do IDR-Paraná vão participar do Show Rural Coopavel, de 6 a 10 de fevereiro, em Cascavel. O evento, promovido pela Coopavel, é um dos maiores do país no segmento agropecuário. Espera-se que neste ano o público supere as 285 mil pessoas que passaram pelo parque em 2022.

O Instituto mantém uma área de 2,5 hectares no Parque Tecnológico da Coopavel e preparou mais de dez unidades demonstrativas montadas para divulgar diversas tecnologias que podem ser aplicadas nas propriedades rurais.

Agroecologia

Um dos primeiros segmentos preparados pelos profissionais do IDR-Paraná é a Vitrine Tecnológica de Agroecologia que mostra diversos sistemas de produção de alimentos orgânicos. O visitante poderá conhecer tecnologias de baixo custo, adaptadas a diferentes modelos sustentáveis de produção.

Também será possível acompanhar o processo de conversão da produção convencional para a orgânica, bem como os detalhes da transição de sistemas para a produção sem insumos químicos. Pesquisa e Extensão Rural atuam em parceria para estabelecer estratégias de trabalho, levando em conta as tecnologias agroecológicas.

Produção sustentável

Na área de produção de grãos os temas são direcionados aos sistemas com práticas sustentáveis. Serão demonstrados trabalhos da pesquisa e extensão nas culturas de soja, feijão, milho, mandioca, cultivares de café e plantas de cobertura. O manejo e conservação do solo e da água, o sistema de produção em consórcio entre culturas (milho e braquiária) e o controle da cigarrinha no milho estarão entre os temas do estande.

Olericultura

Produzir olerícolas com alta qualidade é um desafio tanto para os produtores, quanto para os profissionais do IDR-Paraná que prestam o serviço de assistência técnica. Neste ano, os extensionistas mostram que é possível produzir tomates, pimentões e berinjelas, em estufas, sem o uso de agroquímicos.

Fruticultura

Neste ano o Instituto apresenta uma proposta arrojada na área de fruticultura, com a unificação das áreas de pesquisa e extensão. O visitante terá a oportunidade de conhecer as principais espécies frutíferas que podem ser cultivadas na região, além de variedades desenvolvidas pela pesquisa.

A área tem plantas em fase inicial e também em plena produção. A novidade deste ano é a amora preta, mas ainda há parcelas com o plantio de abacate, manga, atemóia, abacaxi, maracujá, figo, citros, banana, pitaya, goiaba, caqui e acerola.

Agroindústria Familiar

O Show Rural Coopavel conta com a Feira da Agroindústria Familiar Rural, um espaço para divulgar e comercializar os produtos regularizados de produtores assistidos pelo IDR-Paraná.

Trinta empreendedores, entre cooperativas e associações, vão participar da feira nos cinco dias do evento. Uma parceria firmada entre Coopavel, Fetaep, IDR-Paraná e Seab ampliou o Barracão da Agroindústria que passou a ter 525 m² dedicados à produção dos empreendedores familiares rurais da região.

Pecuária

A importância da pecuária é inegável para a economia paranaense. Por isso, o IDR-Paraná dedica uma parte do seu espaço para apresentar uma sequência de temas relacionados à produção de bovinos de leite. Os técnicos e pesquisadores vão abordar desde a produção do pasto até a obtenção de leite com a qualidade exigida pelo mercado.

No estande há uma coleção de forrageiras, com as principais espécies recomendadas para a região. Os visitantes poderão conversar com os técnicos sobre outros temas como a nutrição animal, a criação de bezerras e a integração lavoura-pecuária.

Preservação e uso racional

Como a proteção das nascentes é fundamental nas propriedades rurais, o IDR-Paraná idealizou o “Caminho das Águas”, onde são apresentadas práticas de proteção de fontes com a técnica de solo cimento.

Os extensionistas também vão demonstrar modelos de sistemas de destino de dejetos humanos e de águas usadas, como a fossa biodigestora da Embrapa, a fossa zona de raízes e a fossa evapotranspiração. Maquetes foram preparadas, em parceria com a Sanepar, para explicar aos visitantes o funcionamento dessas tecnologias. Além da proteção das fontes naturais, o produtor pode captar e armazenar água da chuva, tendo uma reserva para usos diversos em sua propriedade. A construção de cisternas, com volumes de armazenamento de acordo com a necessidade, pode atender a essa demanda.

Os profissionais do IDR-Paraná mostram que essa tecnologia de baixo custo e fácil instalação pode ser uma alternativa para o uso responsável e sustentável da água.

Artesanato

Prefeituras Municipais, por meio das Secretarias de Assistência Social e Associações de Artesãos, participam do Show Rural Coopavel expondo os diversos tipos de artesanatos confeccionados pelas mulheres agricultoras, clubes de mães e associações de artesãos da região Oeste.

Piscicultura

A piscicultura é relevante para a economia da região Oeste. Trata-se de uma atividade responsável pela renda de inúmeras famílias rurais. Para os extensionistas do IDR-Paraná, a criação comercial de peixes é indicada para propriedades com boas reservas de água. O visitante do Show Rural poderá conhecer no estande do IDR-Paraná algumas técnicas modernas de criação e manejo de peixes de cativeiro, especialmente a tilápia.

Turismo Rural

O turismo está em franca ascensão no Paraná e vem se transformando numa fonte de renda e emprego no meio rural. Para quem pensa em explorar a atividade, o Show Rural pode ser a oportunidade de discutir com especialistas como organizar uma propriedade com agroturismo e explorar elementos e atrativos para encantar o turista. Durante o evento serão divulgados os circuitos das Caminhadas na Natureza e a melhor forma de estruturar rotas turísticas numa localidade.

Energias Renováveis

Saber usar os recursos naturais, de forma consciente, é um fator preponderante para o sucesso da propriedade rural. Vem daí a preocupação dos técnicos de levar aos visitantes do Show Rural Coopavel informações sobre fontes de energias renováveis. O tema, contemplado pelo Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR), criado pelo governo do estado, também estará presente no Show Rural Coopavel.

Os extensionistas aproximam dos visitantes novas tecnologias que produzem energias limpas como os sistemas fotovoltaicos (solar) e a produção de biogás, a partir da biomassa. Os técnicos estarão à disposição do público para esclarecer dúvidas sobre financiamentos e subvenção de juros por meio do Banco do Agricultor Paranaense.

Pesquisa AgropecuáriaNeste ano o IDR-Paraná vai apresentar novas cultivares de soja, milho, mandioca, feijão e plantas de cobertura que foram desenvolvidos e lançados pelo Instituto. Também serão apresentadas duas variedades de feijão, a IPR Águia e a IPR Cardeal, e uma de milho, o IPR 216.

Fonte: Roberto Monteiro/ IDR-PARANÁ

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Projeto Feira Livre estimula comercialização de produtos da agricultura familiar de Alvarenga, no Leste de Minas

Iniciativa é uma parceria da Emater-MG com a Prefeitura Municipal

O Projeto Feira Livre de Alvarenga é uma das principais iniciativas para a comercialização da agricultura familiar do município, na região Leste de Minas Gerais. No espaço, oito feirantes vendem seus produtos. A iniciativa é uma parceria entre a Emater-MG e a prefeitura, com recursos provenientes de emenda parlamentar.

A proposta surgiu em 2020, com o objetivo de ampliar e melhorar as vendas da agricultura familiar municipal. O setor, assim como em outras localidades do país, foi bastante afetado pela pandemia da Covid-19.

“Quando cheguei em 2019, havia apenas um produtor. Em 2020, com a pandemia, fizemos esse projeto de emenda parlamentar e a Emater comprou e transferiu para prefeitura as barracas”, disse o técnico José Dilson.

A emenda parlamentar é de autoria do deputado estadual Rafael Martins. Os recursos foram repassados para a Emater-MG, que adquiriu 10 barracas e jalecos. O material foi disponibilizado para os feirantes, que recebem orientação técnica da empresa para garantir a qualidade dos produtos. A prefeitura é responsável pela montagem das barracas e sua conservação.

A feira funciona toda quinta-feira, na parte da manhã, na Praça Prefeito José Carlos Martins. No espaço são comercializados variados produtos, como hortaliças, doces e quitandas. Muitos alimentos são produzidos de acordo com princípios agroecológicos. José Pereira, de 54 anos, é morador de Alvarenga e está inserido na agricultura familiar há mais de 13 anos, sendo o primeiro de sua família a entrar neste ramo. O produtor participa da feira livre e conta que o projeto é fundamental na manutenção de sua renda. “Meus produtos são sem agrotóxicos e as pessoas preferem porque são mais naturais”, disse.

Fonte: Sebastião Avelar- Ascom/Emater-MG

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Faesc alerta produtores rurais sobre atualização das condições para inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar

Atenção produtores rurais! Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), em dezembro de 2022, a Portaria SAF/MAPA nº 293, que estabelece as condições e os procedimentos gerais para inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). A iniciativa é da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/ MAPA).

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e vice-presidente de finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Zeferino Pedrozo, alerta aos produtores para que fiquem atentos às atualizações e reforça que o CAF traz mais transparência nas informações e garante segurança jurídica aos beneficiários. “Orientamos aos produtores que tiverem dúvidas para que procurem o Sindicato Rural de sua região”.

A atualização ocorreu após uma série de encontros técnicos realizados com o objetivo de capacitar as equipes de cadastradores vinculados às entidades da Rede de Entidades Credenciadas para realizar a inscrição no CAF (Rede CAF). Com isso, foi constatada a necessidade de alterar os regramentos estabelecidos na Portaria SAF/MAPA nº 242, de 8 de novembro de 2021, aprimorando as normas e os conceitos por meio de novos dispositivos que visam ampliar o público beneficiário da Política Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf).

A principal mudança é a possibilidade de que empreendedores familiares rurais, microempreendedores individuais, microempresários e pequenas empresas também possam se inscrever no CAF, desde que atendam aos requisitos estabelecidos. A inscrição continua vedada para pessoas físicas que sejam proprietárias ou acionistas majoritárias de empresas, bem como para diretor, sócio-gerente e administrador de sociedade empresarial. 

Foto: Faesc

O ato normativo também traz mudanças no que diz respeito à inscrição dos beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). A nova redação amplia o ingresso desse público específico para obtenção de inscrição no CAF.

Desde 1º de novembro, conforme Portaria nº 174, de 28 de junho de 2022, o CAF é a única ferramenta do agricultor familiar para o acesso às ações, programas e políticas públicas voltadas para a geração de renda e o fortalecimento da agricultura familiar.

O instrumento é utilizado para identificar e qualificar as Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPA) da agricultura familiar, os empreendimentos familiares rurais e as formas associativas de organização da agricultura familiar.

Outras informações sobre o CAF podem ser solicitadas à Coordenação de Gestão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar do Mapa pelo e-mail ou pelo telefone (61) 3276-4533.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Cooperativa do Rio Grande do Sul investe R$ 160 milhões para ampliar capacidade de estocagem

Uma cooperativa do Rio Grande do Sul investiu R$ 160 milhões para ampliar a capacidade de estocagem.  Responsável pelo recebimento anual e armazenamento de cerca de 1,2 milhão de toneladas de grãos – principalmente soja, trigo, milho, cevada, aveia e canola – provenientes do Rio Grande do Sul, a Cotribá começa 2023 ainda mais preparada para atender a demanda dos mais de 8 mil associados. A cooperativa investiu R$ 160 milhões para ampliar a capacidade de estocagem, que agora totaliza 12,7 milhões de sacas, representando um aumento total de 19%.

A maior parte dos investimentos foi destinada à aquisição de quatro novas unidades de recebimento de grãos – duas em Ibirubá e duas em Santana do Livramento – e ampliação de outras três já operadas pela Cotribá no Estado em Encruzilhada do Sul, Cachoeira do Sul e Pantano Grande. “O armazenamento sempre foi um dos principais desafios do agronegócio e se queremos crescer, temos que ter uma estrutura pronta para o recebimento da safra”, afirma o vice-presidente da Cotribá, Enio Nascimento.

O ano de 2023 também será marcado pela conclusão, no segundo semestre, da primeira fase da nova fábrica de rações em Ibirubá, que irá ampliar de 100 mil para 300 mil toneladas a capacidade anual de produção de rações da cooperativa. São projetados 170 novos empregos, num investimento total de R$ 150 milhões, para produção de ração de bovinos de leite e corte, suínos, aves, equinos, ovinos e suplementos minerais.

A unidade é totalmente automatizada e contará com sistemas robotizados no ensaque e expedição. A Cotribá já tem duas fábricas de rações, em Ibirubá e Tapera, e é a maior produtora de rações para o gado leiteiro do Estado. “A cooperativa está crescendo em todas as áreas que atua. Investimos muito em 2022, estamos em plena construção da fábrica de rações. O Estado tem muito a contribuir com a produção de alimentos, e a Cotribá participa desse processo de crescimento,” afirma o presidente Celso Leomar Krug. 

Entre as maiores Com seu resultado financeiro, a Cotribá integrou, pelo segundo ano consecutivo, o Ranking divulgado pela Revista Amanhã entre as 500 maiores empresas da região Sul e entre as 100 maiores empresas do Rio Grande do Sul. Ao avançar 63 posições, ficou na 83a colocação entre as 500 maiores empresas do Sul e subiu 25 posições no ranking estadual, alcançando o 36o lugar entre as empresas do RS. A cooperativa registrou uma receita líquida de R$ 3,51 bilhões em 2021, uma alta de 133,38% sobre o resultado do ano anterior, e um lucro líquido de R$ 84,31 milhões. O patrimônio líquido chegou a   R$ 199,6 milhões e 2021 foi considerado o melhor ano da sua história. A Cotribá comemora 112 anos em 2023 e além do recebimento, armazenagem, produção e comercialização de grãos, atua em outros segmentos tais como insumos, fábricas de rações, farmácia veterinária, seção de peças, revenda de combustíveis, supermercados, loja de departamentos e centro comercial. 

Sobre a Cotribá Com sede em Ibirubá e fundada em 21 de janeiro de 1911, a Cotribá é a mais antiga cooperativa agropecuária em funcionamento no Brasil. Tem, atualmente, mais de 8.200 associados e mais de 1.400 colaboradores. Sua atuação na comercialização de produtos, serviços, área de produção animal e assistência técnica abrange todo o estado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, atendendo mais de 30 mil clientes.

São milhões de hectares de área cultivada principalmente com soja, trigo, milho, cevada, aveia e canola. Além disso, a cooperativa conta com 23 lojas agropecuárias, veterinária e peças para maquinário agrícola, 37 revendas, 05 postos de combustível, 04 supermercados e 02 fábricas de rações.

Fonte: Tatiane Bertolino/Sou Agro

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BNDES amplia crédito a pequenos produtores rurais por meio de fundo

Recursos investidos no fundo serão utilizados exclusivamente para financiar produtores rurais na compra de sistemas de armazenagem de produtos agrícolas fornecidos pela empresa âncora da operação e companhias parceiras.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a subscrição de até R$ 210 milhões em cotas de Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais para incentivar o aumento nas vendas do grupo agrícola Kepler Weber. Segundo o banco, a operação amplia o acesso ao crédito por parte de produtores rurais de pequeno e médio porte.

Os recursos investidos no fundo serão utilizados exclusivamente para financiar produtores rurais na compra de sistemas de armazenagem de produtos agrícolas fornecidos pela Kepler Weber — empresa âncora da operação — e companhias parceiras. A subscrição ocorre no âmbito do Produto BNDES Fundo de Crédito para Indústria e Serviços, voltado ao aumento do crédito para empresas de menor porte e pessoas naturais e ao fortalecimento de cadeias produtivas.

Nesta modalidade de financiamento, o banco se une a empresas âncoras na constituição de fundos que irão oferecer crédito a cadeia de fornecedores e clientes das empresas parceiras. A nova modalidade se diferencia do BNDES Crédito porque neste novo modelo o banco também corre risco ao participar diretamente dos fundos de direitos creditórios (FDIC) que serão fontes dos empréstimos.

O BNDES poderá aportar até R$ 210 milhões por meio da subscrição de cotas da classe sênior, equivalente a 70% do patrimônio total comprometido do fundo, que será de R$ 300 milhões. Além da classe sênior, haverá as cotas de classe subordinada júnior (integralmente subscrita pela Kepler Weber) e a classe subordinada mezanino (subscrita pelo Banco BTG Pactual, grupo responsável pela gestão, administração e custódia do fundo).

Planejamento Estratégico

Um dos pilares do planejamento é o apoio às micro, pequenas e médias empresas como forma de estímulo à competitividade e à geração de empregos. Neste contexto, a subscrição de cotas do fundo pelo BNDES viabiliza o acesso ao crédito desse público por meio da utilização de instrumentos alternativos como plataforma de dispersão de crédito e da ampliação de parcerias com entes privados.

O projeto tem por objetivo ainda desenvolver cadeias produtivas relacionadas à infraestrutura e à sustentabilidade e potencializa o apoio do BNDES à agricultura familiar, que também são focos estratégicos do banco.

Outro aspecto importante é o fomento ao financiamento de longo prazo em capital fixo a regiões menos favorecidas do Brasil, já que cerca de um quarto do volume de vendas da Kepler Weber esperado para os próximos dois anos envolvem produtores rurais localizados nas regiões Norte e Nordeste.

Fonte: Correio Braziliense

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Cafés especiais de Minas Gerais são destaque do Caminhos da Reportagem

Mantiqueira de Minas se tornou referência na produção da bebida

O Brasil é o maior produtor de café do mundo – a estimativa para 2022 é uma produção de 52,8 milhões de sacas do grão, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cerca de metade dessa produção é feita em Minas Gerais, estado historicamente ligado à cultura cafeeira. 

Em terras mineiras, 5uma região vem se destacando na produção dos cafés especiais: a Mantiqueira de Minas, no sul do estado. Desde 2011, os produtores locais conseguiram o selo de indicação geográfica (IG), que reconhece a qualidade e tradição de um produto a partir das condições ambientais e modo de fazer local. O programa Caminhos da Reportagem sobre o café de Mantiqueira de Minas será reprisado neste domingo (15).

Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Micro Empresas (Sebrae), a equipe do Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, visitou a região para entender o que é um café especial e porque a Mantiqueira se tornou referência na produção da bebida.

O selo de indicação geográfica é concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). A IG do café da Mantiqueira é do tipo Denominação de Origem, que reconhece que a qualidade do produto está ligada a fatores ambientais.

“O mercado de cafés especiais é muito nichado e, dentro dessa segmentação, alguns países e regiões buscam distinções. Quando determinado país ou região ganha notoriedade internacional, é necessário proteger esse patrimônio”, aponta o professor Flávio Boren, que participou do processo de elaboração da IG.

Desde os pés dos cafezais até o grão embalado para ser revendido pelo Brasil e pelo mundo, há um rigoroso controle de qualidade. Os cafés da Mantiqueira de Minas precisam ter no mínimo 83 pontos, em uma escala de avaliação que vai de 0 a 100. O processo leva em conta desde a qualidade do grão colhido no pé, até o sabor do café na boca.

O café premiado e reconhecido internacionalmente, muitas vezes sai de pequenas propriedades em que a família é responsável por todas as etapas, da plantação à colheita. É o caso do café da produtora Sueli Cândido, que alcançou 89 pontos. “Todo produtor tem a sua história, né? Hoje em dia, quem está comprando seu café lá fora quer saber quem produziu, qual é a história dele. Então, isso é muito bom”, diz.

“Cada território, tem uma marca, um DNA, uma história forte.  E o selo garante tanto para o mercado quanto para o produtor a proteção dessa origem”, explica o analista do Sebrae-MG, Rogério Galuppo. A entidade apoia os produtores a conseguirem a certificação de IG. Ao todo, o Brasil tem 92 indicações geográficas reconhecidas atualmente.

A cultura do café também tem impulsionado o turismo na região. Na Fazenda Moreira e Alckmin, os visitantes são convidados a conhecer todo o processo de produção, desde um passeio nos cafezais, até a prova da bebida na xícara.

“As novas gerações de produtores têm uma pegada de levar esse conhecimento dos cafés especiais à população como um todo. O desafio é converter o consumidor final tradicional ao café especial”, explica Lucas Alckmin, empresário e produtor rural.

Dono de outro café premiado, Alessandro Hervaz, da Honey & Coffee, ressalta que além do reconhecimento, o mercado de cafés especiais gera renda e oportunidade para as comunidades locais.

“É um trabalho de formiguinha, que a gente começou lá atrás, mas tem dado muito certo e vem crescendo nos últimos anos e dá uma satisfação muito grande. A gente vender o café a um preço melhor é importante, traz qualidade de vida, transforma a vida do produtor. Mas essa recompensa de ver o nosso café do outro lado do mundo, ter a oportunidade de conhecer o parceiro, de receber esse feedback e ser premiado em um concurso, não tem preço”.

Fonte: Agência Brasil

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Semad faz balanço de ações do mês de dezembro 2022 do Governo Municipal na Agricultura Familiar

O Governo de Costa Rica por intermédio da SEMAD (Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento), encerrou o ano de 2022, com registro de avanços significativos em diferentes áreas para garantir o acesso do produtor rural da Agricultura Familiar ao serviços ofertados pelo município.
 
Conforme destacou o secretário da pasta, Fernando Barbosa Martins, Costa Rica realizou 108 atendimentos no mês de dezembro e no balanço geral das ações, foram feitas 208 hectares de gradagem, 24 hectares de distribuição de calcário, 77 hectares de nivelamento de solo, um hectare de rotoencanteirador, 96 hectares de distribuição de sementes de pastagens, 3,5 hectares de plantio de milho, 19 horas de escavadeira e um frete de calcário.

Os dados, contabilizados até o fim do mês de dezembro, contemplam os resultados de 2022 e as metas propostas para 2023. “Podemos afirmar que a SEMAD está em outro patamar. Apesar do período de pandemia, registramos desempenho positivo crescente desde o início da gestão em 2021. Com o apoio e a sensibilidade do Governo Estadual e de suas secretarias, em especial, a Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) com a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), entidade corresponsável pela Promoção do Desenvolvimento Rural, pudemos ampliar nossas ações e alcançar esses resultados positivos”, destacou Fernando.
 
“Foi um grande ano, no qual registramos melhorias em todos os aspectos e conseguimos avançar e aproximar os produtores da agricultura familiar das ações do poder público. Sabemos que à medida que evoluímos nos deparamos com novos desafios. Com o trabalho e apoio de toda a equipe, nos preparamos para o que virá. Nossa meta maior para 2023 é a viabilização de várias outras ações que não foram possíveis tornar realidade nesses dois primeiros anos da gestão. Outro ponto é a manter tudo o que já conseguimos implementar, já temos muitas demandas, e acreditamos que novas ações também funcionarão como um braço para impulsionar a SEMAD, já que vão contribuir para esse desempenho”, conclui o secretário.

Para o prefeito, delegado Cleverson Alves dos Santos, investir na agricultura tem os seus impactos positivos. Além de promover a produtividade agrícola, reduz a fome no Mundo e favorece a sustentabilidade ambiental. “A agricultura familiar é sinônimo de comida na mesa. Sendo assim, esta prática está vinculada à garantia de alimento para diversas famílias que residem no campo. Os agricultores necessitam de uma atenção especial, para que permaneçam no campo, com políticas públicas, e educação que desperte a sensibilidade e responsabilidade ambiental, promovendo a qualidade de vida para todos”, disse o prefeito.

Fonte: Acessoria de Comunicação/PMCR


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Emater atua no fortalecimento da produção de mais de 400 famílias agricultoras em Belém e nas ilhas

Atendimento é realizado em 17 comunidades em bairros da cidade, nos distritos de Outeiro, Icoaraci e Mosqueiro, e em ilhas como a do Maracujá, Grande, Cotijuba e Combu

Aos 64 anos, Francisco Medeiros se dedica à cadeia do açaí em sua propriedade no bairro do Tapanã, Belém, onde também cria pequenos animais. A produção resultante de dois hectares plantados do fruto abastece o mercado local e garante geração de renda para o pequeno agricultor, além do próprio consumo. Ele é um dos 450 agricultores familiares assistidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará na capital paraense, que celebra 407 anos nesta quinta-feira (12).  

De acordo com o escritório local da Emater, o atendimento de extensão rural é realizado em 17 comunidades em bairros da cidade, nos distritos de Outeiro, Icoaraci e Mosqueiro, e em ilhas como a do Maracujá, Grande, Cotijuba e Combu.   

Dentro do Plano de Assistência Técnica e Extensão Rural (Proater) de 2022, a equipe multidisciplinar da Emater de Belém trabalhou com o fortalecimento das cadeias do açaí, do pescado, hortifruticultura, além da atividade do artesanato, como forma de assegurar a melhoria na geração de renda e a autossuficiência alimentar.

“Os técnicos da Emater me ajudam bastante. Fazem visita para orientação para minha produção, além de já ter conseguido financiamento com a assessoria do escritório local. Minha expectativa agora é conseguir novamente um crédito rural para melhorar minha atividade”, conta Francisco. 

Segundo o presidente da Emater, Rosival Possidônio, com o aparelhamento feito em 2022, o objetivo é elevar a qualidade do serviço prestado ao público da agricultura familiar da capital e ampliar o número de beneficiários.

“O escritório local de Belém recebeu caminhonete, moto, notebooks e ainda móveis novos, com isso, incrementamos nosso atendimento de assistência técnica e extensão rural a essas famílias agricultoras e ampliaremos em mais de 50% o quantitativo de público-alvo atendido. Belém merece toda a nossa atenção. Parabéns para nossa capital”, ressaltou o presidente.

Fonte: Paula Portilho/Ascom Emater

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Vinhos desenvolvidos na Epamig recebem medalhas de ouro em concurso nacional

O Wines of Brazil Awards 2022 premiou quatro rótulos elaborados na Vinícola Experimental da Empresa

O Núcleo Tecnológico Uva e Vinho da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) comemora quatro medalhas de ouro conquistadas na premiação nacional Wines of Brazil Awards 2022 por vinhos de verão gestados em sua Vinícola Experimental, situada no município de Caldas (MG). Os vencedores foram o Mirante do Vale, que faturou três medalhas “Gold” na categoria “Espumante” (safras 2019, 2020 e 2021), e o Syrah Rosé Espaço Essenza, que levou o segundo ouro consecutivo na categoria “Rosé” (safra 2021).

O Wines of Brazil Awards consagra os melhores vinhos do país em várias categorias e campos de atuação. O concurso acontece no Rio de Janeiro e tem se firmado como uma das competições mais importantes do país. Na edição de 2022, a premiação recebeu um total de 2.703 vinhos inscritos, de 284 vinícolas.

“Os prêmios mostram a importância dos nossos trabalhos de vinificação para produtores, e reforçam que a Epamig está no caminho certo. Nossa vinícola tem muito potencial para competir com os grandes rótulos, pois estamos desenvolvendo bebidas de alta qualidade aqui”, celebra o enólogo da Empresa, Lucas Amaral.

A Vinícola Experimental da Epamig também funciona como uma espécie de “sistema de incubação” de vinhos, no qual os enólogos da empresa recebem as uvas dos produtores e, juntamente com eles, desenvolvem bebidas com características específicas. O sistema funciona desde 2010 e conta, hoje, com 30 vinhos “incubados” (27 de inverno e 3 de verão).

Segundo Lucas Amaral, o processo costuma levar de 8 a 12 meses para cada bebida, desde o recebimento da uva até o envase. “Fazemos no máximo cinco safras por produtor, ou seja, ele pode vinificar aqui por até cinco anos. Esse é o período necessário para que possamos avaliar a produção das uvas e mostrar o potencial do vinho para o produtor, testando os melhores insumos e montando o melhor protocolo de vinificação para ele. Dessa forma, quando ele for construir a própria vinícola, já sabe o que precisa ser feito”, complementa o enólogo.

O produtor Cláudio Homero Teixeira, da Fazenda Recreio, localizada entre os municípios de Poços de Caldas (MG) e São Sebastião da Grama (SP), viu o seu espumante Mirante do Vale sair do concurso com três ouros. Ele conta que foi graças à tecnologia e orientação da Epamig que sua fazenda ingressou na produção de vinhos. “A propriedade é de 1890, mas tinha forte tradição apenas na produção de café. Meu pai conheceu os trabalhos de vinificação da Epamig em 2015 e logo fizemos o pedido de mudas da uva Chardonnay. Agora, queremos iniciar a produção de vinhos tintos e vamos procurar a EPAMIG novamente”, garante Cláudio.

O Syrah Rosé da Vinícola Espaço Essenza, que possui áreas de cultivo em Santo Antônio do Pinhal (SP) e Cristina (MG), levou a medalha “Gold” na categoria “Rosé” (safra 2021), faturando o ouro pelo segundo ano consecutivo. O produtor do vinho, Hebert Sales, enalteceu os trabalhos da equipe da Epamig e já tem planos para o futuro. “A parceria com a Epamig tem sido maravilhosa, as equipes de pesquisa e processamento são ‘nota mil’. Neste momento, temos uma safra com blend de uvas Pinot Noir e Chardonnay que está em processo de autólise na vinícola da Empresa. Futuramente, pretendemos enviar também uvas Merlot e uma nova safra de Pinot Noir para também serem vinificadas em Caldas. Queremos continuar os trabalhos com a Epamig por muitos anos”, celebra Hebert.

A Epamig é uma empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.


Fonte: Pedro Veras/Epamig

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Conab apoia comercialização de 140 toneladas de alimentos da agricultura familiar em Goiás

Ao todo, 296 produtores goianos destinaram frutas, verduras, pão caseiro, dentre outros produtos para entidades socioassistenciais no estado, beneficiando mais de 120 mil pessoas.

Foto: Conab

Os agricultores familiares de Goiás produziram 140 toneladas de alimentos que foram entregues aos cidadãos em vulnerabilidade alimentar. As doações foram realizadas ao longo de 2022 por meio do Programa Alimenta Brasil (PAB), operacionalizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ao todo, 296 produtores goianos destinaram frutas, verduras, pão caseiro, dentre outros produtos para entidades socioassistenciais no estado, beneficiando mais de 120 mil pessoas.

Ainda no campo da doação de alimentos, foram entregues em 2022 pela estatal um total de 220 cestas para famílias indígenas que vivem em Goiás, por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED) assinado entre o Ministério da Cidadania e a Conab. Além desta operação, a Companhia auxiliou a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (SEDS/GO) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (SEDHS) com a armazenagem de outras 283.463 cestas.

Venda de milho

Além das ações de apoio à agricultura familiar e de distribuição de cestas, no último ano, a Conab comercializou no estado cerca de 1,44 mil toneladas de milho a granel ou ensacado por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB). O cereal comercializado atendeu a 221 produtores cadastrados no Programa, distribuídos em 63 municípios goianos.

Fonte: O Presente Rural

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Produtor do Vale do Jequitinhonha investe no plantio de banana resistente a doenças

Orientado pela Emater-MG, agricultor familiar adotou sistema de produção irrigada e obtém boa produtividade, no município de Gouveia

A banana do tipo maçã agrada ao paladar de muitos consumidores brasileiros, mas sua produção vem sendo ameaçada pela fusariose, uma doença provocada por fungos, altamente contagiosa, que pode dizimar toda uma lavoura. Mas a cultivar BRS princesa, desenvolvida pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, está despertando a atenção de diversos fruticultores. É o caso do produtor Ozilton Dória, de Gouveia, no Vale do Jequitinhonha. A esposa, Maria dos Santos Dória, conhecida na região como Dona Santinha, foi quem deu a ideia de passarem a produzir banana, na Fazenda Cuiabá, onde já criavam gado de leite e galinhas caipiras.

Inicialmente foram plantadas 800 mudas, com orientação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Agora, seis anos depois, o casal comemora os bons resultados, pois colhe em média 400 quilos de banana por semana, em uma área plantada de 1,5 hectare. Além dos tratos culturais adequados, garantidos pela atuação técnica da Emater-MG, o sucesso da lavoura vem da culturar escolhida, pois, além de tolerante à fusariose da bananeira (também conhecida como Mal do Panamá), a BRS Princesa é resistente à sigatoka amarela, outra doença que afeta a bananicultura.

Adriano Gomes, extensionista da Emater-MG, explica que a cultivar exige praticamente os mesmos tratos culturais que a banana maçã, além de ter frutos com sabor muito semelhante, o que é fundamental para garantir boa aceitação no mercado. Sempre em busca de inovações para melhorar o desempenho dos produtores que atende, Adriano foi quem sugeriu a BRS Princesa, desenvolvida por pesquisadores da Embrapa na unidade de Cruz das Almas, na Bahia.

O produtor Ozilton Dória, na fazenda Cuiabá, elogia a participação ativa da esposa, Dona Santinha, para tocar a produção de bananas, que deve ser ampliada. “Nossa parceria é como uma engrenagem. Se quebrar um dente, a roda não vai funcionar”, compara o produtor. A satisfação com o lavoura de bananas é tão grande que o casal já planeja ampliar a área plantada e reduzir a participação da pecuária de leite na renda da propriedade. Para garantir produtividade durante todo o ano, é adotado o sistema de cultivo com irrigação, outra sugestão do extensionista da Emater-MG.

Fusariose da bananeira

O fungo Fusarium oxysporum f.sp.cubense é o agente causador da doença murcha de Fusarium, popularmente conhecida como fusariose da bananeira ou Mal do Panamá. A doença não tem cura e os fungos são muito resistentes e permanecem muito tempo no solo. Por isso, é grande a preocupação dos produtores de bananas, uma vez que a contaminação de uma planta pode significar o fim de lavouras inteiras.

De acordo com o coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, a proliferação do fungo pode ocorrer por material vegetal contaminado, ferramentas utilizadas na lavoura, ou pelo solo. A doença, também conhecida como fusariose, provoca o amarelamento das folhas, com bordas secas, deixando a planta no final, semelhante a um guarda-chuva. “O fungo se multiplica facilmente com umidade e altas temperaturas, passando de uma planta para outra, por meio do vento, passarinhos, caixas, equipamentos e mudas.” O engenheiro agrônomo afirma que deve ser evitado o plantio em locais onde existe histórico dessa doença. Outro ponto fundamental é utilizar somente mudas comprovadamente sadias, com registro de origem, e corrigir a acidez do solo.

Por isso, ressalta o coordenador da Emater-MG, é importante o acompanhamento das lavouras por profissionais especializados. O nome popular da doença, Mal do Panamá, se deve ao registro dos primeiros prejuízos importantes terem sido relatados naquele país, no começo do século 20. Mas a fusariose da bananeira já está disseminada por várias regiões do mundo.

Fonte: Miriam Fernandes – Ascom/Emater-MG

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Novas regras para uso de sementes no país entram em vigor em março de 2023

A nova Portaria se adequa à realidade e às necessidades atuais do setor nacional de sementes

Foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria n° 538 que estabelece as normas para a produção, a certificação, a responsabilidade técnica, o beneficiamento, a reembalagem, o armazenamento, a amostragem, a análise, a comercialização e a utilização de sementes. As novas normas gerais de sementes entram em vigor no dia 1º de março de 2023, revogando a Instrução Normativa nº 09/2005 e partes das Instruções Normativas nº 15/2005 e nº 25/2017. 

A nova Portaria se adequa à realidade e às necessidades atuais do setor nacional de sementes e se alinha com Decreto nº 10.586/2020, novo regulamento da Lei nº 10.711/2003 (Lei de Sementes e Mudas), que criou oportunidades para a modernização da legislação de sementes e mudas por meio das normas complementares. 

As normas estabelecidas atingem dois grupos: agentes envolvidos nas atividades de produção, certificação, beneficiamento, armazenamento, análise e reembalagem de sementes, com fins comerciais, incluindo responsáveis técnicos e amostradores; e agricultores que utilizam sementes como insumo, com destaque para aqueles que reservam sementes para uso próprio.

Para o primeiro grupo, entre as novidades, os documentos exigidos para as inscrições de campo foram reduzidos, mantendo-se apenas as exigências essenciais para as atividades de controle e fiscalização por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Também foi estabelecido o termo aditivo para tratamento e/ou alteração de tamanho de embalagem. Uma antiga demanda do setor regulado, que possibilitará a alteração da configuração de lotes ou partes de lotes produzidos, flexibilizando o atendimento às demandas do mercado. 

Outro ponto da norma para esse grupo é que a autorização para transporte de sementes destinadas à conclusão do processo de produção em unidade da Federação distinta daquela onde se iniciou não será mais exigida. O Decreto nº 10.586/2020 já havia possibilitado a dispensa da autorização, mas ainda era exigida pela IN nº 9/2005. Com a nova Portaria, as sementes transportadas nestas condições deverão estar acompanhadas apenas do comprovante de inscrição do campo no Mapa. 

“Isso representará uma grande desoneração, tanto para o Mapa quanto para o setor regulado, e possibilitará o direcionamento de esforços para outras atividades mais efetivas em termos de garantia e controle de identidade e qualidade das sementes”, explica a coordenadora-geral de Sementes e Mudas, Virgínia Carpi.

Já para o segundo grupo, foi regulamentada a reserva técnica, prevista no Decreto nº 10.586/2020. De acordo com a Portaria, será admitida uma reserva técnica correspondente a até 10% da quantidade de sementes necessária para a semeadura das áreas do agricultor na safra seguinte. 

Outra mudança prevista para esse grupo é que as exigências para a declaração de área para a reserva de sementes para uso próprio (declaração de uso próprio), que antes eram estabelecidas apenas para as cultivares protegidas, agora passam a valer para as cultivares de domínio público, atendendo ao disposto no Decreto nº 10.586/2020.

Fonte: Patrícia Távora/ MAPA

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Minas Gerais terá o primeiro Museu Mineiro da Extensão Rural

Equipamento está sendo construído na sede da Emater-MG. Curadoria do acervo é realizada pela UFMG

Um espaço dedicado à memória da extensão rural de Minas Gerais. Esse é o principal objetivo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na construção do Museu Mineiro da Extensão Rural. O espaço funcionará na sede da empresa, em Belo Horizonte. A inauguração está prevista para o primeiro semestre de 2023.

As obras tiveram início em novembro de 2022. A ideia é proporcionar uma experiência especial para que os visitantes conheçam a trajetória da extensão rural mineira, pioneira no Brasil. Para contar essa história, além de fotografias e objetos, serão utilizados textos explicativos e vídeos com depoimentos de extensionistas e agricultores.

“A gente tem um orgulho muito grande de ser o berço da extensão rural no país. Resgatar essa história e mostrá-la para a população, principalmente para a população urbana, é muito importante para valorizar o trabalho da extensão rural e dos produtores rurais”, diz o diretor-presidente da Emater-MG, Otávio Maia.

Otávio Maia ressalta que, além do espaço físico, também está sendo preparada uma versão digital do museu para que pessoas de outras localidades tenham acesso à história do campo.

O acervo do museu está sendo catalogado por estudantes universitários do curso de Museologia da UFMG. A equipe, coordenada pelo professor e vice-diretor da Escola de Ciência da Informação da UFMG, Jezulino Mendes Braga, também é responsável pela narrativa do museu. Serão abordados temas como: Vida no Campo; Extensão Rural e Perspectivas Futuras.

O vice-diretor destaca a originalidade do acervo do museu. “Nenhuma instituição no Brasil possui acervo tão rico sobre o tema da extensão rural. A partir do momento em que projetamos um museu e posteriormente um arquivo, potencializamos a produção de conhecimento sobre processos cooperativos de melhoria na vida do campo, qualidade na produção de alimentos, desenvolvimento de tecnologia para o meio rural. Essa produção serve como base para a implantação de políticas públicas por parte do Estado”, afirma.

Jeep da Acar

Entre os destaques do museu, está o Jeep Willys MB. O veículo desempenhou um papel estratégico no tempo da Associação de Crédito Rural (Acar-MG), empresa que antecedeu a criação da Emater-MG, na década de 1970. Com os primeiros extensionistas a bordo, o Jeep Willys ultrapassou várias barreiras físicas para acessar as famílias rurais que residiam em locais de difícil acesso.

Estrutura e acessibilidade

O projeto arquitetônico, elaborado pelo arquiteto do Departamento Técnico da Emater-MG, Flávio Lima, foi concluído e aprovado pela diretoria executiva da empresa. O Museu Mineiro da Extensão Rural contará com piso antiderrapante e antichamas. A iluminação será móvel e flexível, facilitando a sua adaptação de acordo com a disposição dos objetos e fotos. O museu contará ainda com monitores para a exibição de vídeos e, na entrada, haverá um espaço para a realização de exposições temáticas e temporárias.

Fonte: Bruna Toledo e Sebastião Avelar – Ascom/Emater-MG

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Incaper divulga orientações para Aquisição de Imóveis Rurais

O documento auxilia trabalhadores e agricultores capixabas quanto à garantia jurídica para a aquisição e regularização fundiária rural.

Na última sexta-feira (23), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) lançou o documento “Orientações para Aquisição de Imóveis Rurais”, que ficará disponível para consulta na Biblioteca Rui Tendinha. O documento auxilia trabalhadores e agricultores capixabas quanto à garantia jurídica para a aquisição e regularização fundiária rural, por meio de informações sobre os marcos legais que regem a ocupação e a propriedade de terras rurais no Espírito Santo.

A publicação é resultado de um esforço conjunto entre autores profissionais do Incaper, da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), da Secretaria de Direitos Humanos (SEDH), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) e das Defensorias Públicas da União e do Estado do Espírito Santo.

Foto: Incaper

Os capítulos abordados no documento trazem conceitos significativos quando se trata de aquisição de imóveis rurais, como fazer a compra segura de imóveis, incluindo os imóveis rurais, o que é usucapião, quais as possibilidades para se adquirir um imóvel do poder público, retificação de registro de imóvel, entre outros pontos importantes.

De acordo com os autores, o tempo e a história da divisão das terras passam. Mas, segundo eles, para falar dos negócios relacionados à terra no Brasil de hoje, como a propriedade e a posse, bem como as suas formas de aquisição, é preciso entender os resultados dessa relação do colonizador com os povos nativos, africanos escravizados e a migração europeia nos últimos 520 anos de ocupação brasileira.

Para acessar a publicação basta acessar o link:

https://biblioteca.incaper.es.gov.br/digital/bitstream/item/4309/1/Doc299-aquisicao-imoveis-rurais-Incaper.pdf

Fonte: Jornal de Fato

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I Polifruti acontecerá em janeiro no Colégio Politécnico da UFSM

Evento protagonizado pelos alunos do Curso Técnico em Fruticultura, oportuniza trocas de conhecimentos técnicos, gerenciais e mercadológicos para o campo da fruticultura no sul do Brasil. 

O I Polifruti será realizado dia 13 de janeiro, sexta-feira, durante o dia nas dependências do Colégio Politécnico da UFSM. O evento foi criado a partir de estratégias didáticas desenvolvidas na disciplina de Vivências em Fruticultura I, ministrada pelos professores Ezequiel Redin e Róberson  Macedo de Oliveira. 

Durante o semestre os alunos vivenciaram propriedades com foco na fruticultura, através de um roteiro construído coletivamente pelos discentes. As experiências nas propriedades apontaram os principais problemas enfrentados pelos Fruticultores. Os problemas encontrados na realidade dos Fruticultores são o foco do I Polifruti. A disciplina foi pensada de forma coletiva entre os professores e a equipe de docentes do curso. Através do uso das metodologias ativas, estratégias de ensino que incentivam os estudantes a aprenderem de forma autônoma e participativa, por meio de problemas e situações reais, os alunos trouxeram problemas práticos dos empreendimentos de fruticultura no Sul do Brasil para sistematização e construção de um evento que possa abordar questões centrais e necessárias ao campo da fruticultura.

Nesse sentido, após a sistematização dos problemas da realidade dos agricultores que trabalham com frutas, a turma definiu os eixos de atuação do evento: a) canais e mercados; b) cooperativismo na fruticultura; c) irrigação; d) manejo de solo; e) coleta e análises foliar. 

O evento possui a finalidade de fortalecer a formação em torno de uma visão sistêmica da fruticultura, por parte dos estudantes, e também os aspectos de comunicação dos alunos em relação ao conhecimento em fruticultura, com uma postura proativa de futuros técnicos em fruticultura. Por outro lado, também visa buscar que os empreendedores da fruticultura tenham mais sucesso na condução de suas atividades.

Programação 

7h30min – Credenciamento

8h –  Canais e Mercados

Título: Experiências de comercialização de frutas in natura 

Palestrantes: Adriana Stefanello e Edevaldo Cavalheiro

Empresas: 

– Natuberry Frutas Vermelhas

– Edevaldo Cavalheiro – Comercialização de Melancias e Melões

Mediação: Estudantes do Técnico em Fruticultura

8h45min –  Cooperativas

Título: A importância do cooperativismo para a fruticultura

Palestrante: Leonar Seefeld (Presidente da CAAF)

Cooperativa: Cooperativa de Agricultores e Agroindústrias Familiares de Caxias do Sul (CAAF)

Mediação: Estudantes do Técnico em Fruticultura

9h30min – Folhas 

Título: Coleta de solo e de folha em frutíferas

Palestrante: Biol. Dra. Betania Vahl de Paula

Empresa: Performance Vegetal

Mediação: Estudantes do Técnico em Fruticultura

10h15min –   Coffee Break

10h30min –  Solos

Título: Manejo biológico do solo

Palestrante: Eng. Agr. Me. Alexandre Martins Guimarães

Empresa: Biota Innovations

Mediação: Prof. Dr. Valmir Aita (UFSM) e Estudantes do Técnico em Fruticultura

11h15min  –  Irrigação

Título: Irrigação: manejo e projetos

Palestrante: Micael Stolben 

Empresa: Irriga Global

Mediação: Estudantes do Técnico em Fruticultura

12h – Encerramento

Público-alvo: 

Agricultores, estudantes, pesquisadores, cooperativas, empresas e demais interessados na área de Fruticultura. 

Estratégias de aprendizagem na modalidade a distância na Fruticultura

A disciplina de Vivências em Fruticultura I objetiva tornar os alunos protagonistas do seu próprio desenvolvimento, compreendendo a organização da fruticultura na forma de cadeias produtivas. Nesse sentido, os discentes compreendem, de forma sistêmica, uma unidade de produção de fruticultura em diversos eixos de análise, seja dentro ou fora da porteira. Além disso, são incentivados a vivenciar a propriedade, bem como estimular o  pensamento crítico, a habilidade de resolução de problemas e a sistematização de conhecimentos.

Evento 

O I Polifruti registra um marco histórico no Curso de Fruticultura uma vez que é um evento protagonizado em sua integralidade pelos alunos que estudam na modalidade a distância. As inscrições poderão ser feitas no dia do evento, bem como através de um formulário, disponível aqui! 

O I Polifruti conta com a parceria do Colégio Politécnico da UFSM, organizações de extensão rural, empresas públicas e privadas, cooperativas e estudantes do curso Técnico em Fruticultura. 

Inscrições

As inscrições são gratuitas e realizadas até o dia 12 de janeiro. Para se inscrever, clique aqui

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