Semad faz balanço de ações do mês de dezembro 2022 do Governo Municipal na Agricultura Familiar

O Governo de Costa Rica por intermédio da SEMAD (Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento), encerrou o ano de 2022, com registro de avanços significativos em diferentes áreas para garantir o acesso do produtor rural da Agricultura Familiar ao serviços ofertados pelo município.
 
Conforme destacou o secretário da pasta, Fernando Barbosa Martins, Costa Rica realizou 108 atendimentos no mês de dezembro e no balanço geral das ações, foram feitas 208 hectares de gradagem, 24 hectares de distribuição de calcário, 77 hectares de nivelamento de solo, um hectare de rotoencanteirador, 96 hectares de distribuição de sementes de pastagens, 3,5 hectares de plantio de milho, 19 horas de escavadeira e um frete de calcário.

Os dados, contabilizados até o fim do mês de dezembro, contemplam os resultados de 2022 e as metas propostas para 2023. “Podemos afirmar que a SEMAD está em outro patamar. Apesar do período de pandemia, registramos desempenho positivo crescente desde o início da gestão em 2021. Com o apoio e a sensibilidade do Governo Estadual e de suas secretarias, em especial, a Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) com a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), entidade corresponsável pela Promoção do Desenvolvimento Rural, pudemos ampliar nossas ações e alcançar esses resultados positivos”, destacou Fernando.
 
“Foi um grande ano, no qual registramos melhorias em todos os aspectos e conseguimos avançar e aproximar os produtores da agricultura familiar das ações do poder público. Sabemos que à medida que evoluímos nos deparamos com novos desafios. Com o trabalho e apoio de toda a equipe, nos preparamos para o que virá. Nossa meta maior para 2023 é a viabilização de várias outras ações que não foram possíveis tornar realidade nesses dois primeiros anos da gestão. Outro ponto é a manter tudo o que já conseguimos implementar, já temos muitas demandas, e acreditamos que novas ações também funcionarão como um braço para impulsionar a SEMAD, já que vão contribuir para esse desempenho”, conclui o secretário.

Para o prefeito, delegado Cleverson Alves dos Santos, investir na agricultura tem os seus impactos positivos. Além de promover a produtividade agrícola, reduz a fome no Mundo e favorece a sustentabilidade ambiental. “A agricultura familiar é sinônimo de comida na mesa. Sendo assim, esta prática está vinculada à garantia de alimento para diversas famílias que residem no campo. Os agricultores necessitam de uma atenção especial, para que permaneçam no campo, com políticas públicas, e educação que desperte a sensibilidade e responsabilidade ambiental, promovendo a qualidade de vida para todos”, disse o prefeito.

Fonte: Acessoria de Comunicação/PMCR


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Emater atua no fortalecimento da produção de mais de 400 famílias agricultoras em Belém e nas ilhas

Atendimento é realizado em 17 comunidades em bairros da cidade, nos distritos de Outeiro, Icoaraci e Mosqueiro, e em ilhas como a do Maracujá, Grande, Cotijuba e Combu

Aos 64 anos, Francisco Medeiros se dedica à cadeia do açaí em sua propriedade no bairro do Tapanã, Belém, onde também cria pequenos animais. A produção resultante de dois hectares plantados do fruto abastece o mercado local e garante geração de renda para o pequeno agricultor, além do próprio consumo. Ele é um dos 450 agricultores familiares assistidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará na capital paraense, que celebra 407 anos nesta quinta-feira (12).  

De acordo com o escritório local da Emater, o atendimento de extensão rural é realizado em 17 comunidades em bairros da cidade, nos distritos de Outeiro, Icoaraci e Mosqueiro, e em ilhas como a do Maracujá, Grande, Cotijuba e Combu.   

Dentro do Plano de Assistência Técnica e Extensão Rural (Proater) de 2022, a equipe multidisciplinar da Emater de Belém trabalhou com o fortalecimento das cadeias do açaí, do pescado, hortifruticultura, além da atividade do artesanato, como forma de assegurar a melhoria na geração de renda e a autossuficiência alimentar.

“Os técnicos da Emater me ajudam bastante. Fazem visita para orientação para minha produção, além de já ter conseguido financiamento com a assessoria do escritório local. Minha expectativa agora é conseguir novamente um crédito rural para melhorar minha atividade”, conta Francisco. 

Segundo o presidente da Emater, Rosival Possidônio, com o aparelhamento feito em 2022, o objetivo é elevar a qualidade do serviço prestado ao público da agricultura familiar da capital e ampliar o número de beneficiários.

“O escritório local de Belém recebeu caminhonete, moto, notebooks e ainda móveis novos, com isso, incrementamos nosso atendimento de assistência técnica e extensão rural a essas famílias agricultoras e ampliaremos em mais de 50% o quantitativo de público-alvo atendido. Belém merece toda a nossa atenção. Parabéns para nossa capital”, ressaltou o presidente.

Fonte: Paula Portilho/Ascom Emater

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Vinhos desenvolvidos na Epamig recebem medalhas de ouro em concurso nacional

O Wines of Brazil Awards 2022 premiou quatro rótulos elaborados na Vinícola Experimental da Empresa

O Núcleo Tecnológico Uva e Vinho da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) comemora quatro medalhas de ouro conquistadas na premiação nacional Wines of Brazil Awards 2022 por vinhos de verão gestados em sua Vinícola Experimental, situada no município de Caldas (MG). Os vencedores foram o Mirante do Vale, que faturou três medalhas “Gold” na categoria “Espumante” (safras 2019, 2020 e 2021), e o Syrah Rosé Espaço Essenza, que levou o segundo ouro consecutivo na categoria “Rosé” (safra 2021).

O Wines of Brazil Awards consagra os melhores vinhos do país em várias categorias e campos de atuação. O concurso acontece no Rio de Janeiro e tem se firmado como uma das competições mais importantes do país. Na edição de 2022, a premiação recebeu um total de 2.703 vinhos inscritos, de 284 vinícolas.

“Os prêmios mostram a importância dos nossos trabalhos de vinificação para produtores, e reforçam que a Epamig está no caminho certo. Nossa vinícola tem muito potencial para competir com os grandes rótulos, pois estamos desenvolvendo bebidas de alta qualidade aqui”, celebra o enólogo da Empresa, Lucas Amaral.

A Vinícola Experimental da Epamig também funciona como uma espécie de “sistema de incubação” de vinhos, no qual os enólogos da empresa recebem as uvas dos produtores e, juntamente com eles, desenvolvem bebidas com características específicas. O sistema funciona desde 2010 e conta, hoje, com 30 vinhos “incubados” (27 de inverno e 3 de verão).

Segundo Lucas Amaral, o processo costuma levar de 8 a 12 meses para cada bebida, desde o recebimento da uva até o envase. “Fazemos no máximo cinco safras por produtor, ou seja, ele pode vinificar aqui por até cinco anos. Esse é o período necessário para que possamos avaliar a produção das uvas e mostrar o potencial do vinho para o produtor, testando os melhores insumos e montando o melhor protocolo de vinificação para ele. Dessa forma, quando ele for construir a própria vinícola, já sabe o que precisa ser feito”, complementa o enólogo.

O produtor Cláudio Homero Teixeira, da Fazenda Recreio, localizada entre os municípios de Poços de Caldas (MG) e São Sebastião da Grama (SP), viu o seu espumante Mirante do Vale sair do concurso com três ouros. Ele conta que foi graças à tecnologia e orientação da Epamig que sua fazenda ingressou na produção de vinhos. “A propriedade é de 1890, mas tinha forte tradição apenas na produção de café. Meu pai conheceu os trabalhos de vinificação da Epamig em 2015 e logo fizemos o pedido de mudas da uva Chardonnay. Agora, queremos iniciar a produção de vinhos tintos e vamos procurar a EPAMIG novamente”, garante Cláudio.

O Syrah Rosé da Vinícola Espaço Essenza, que possui áreas de cultivo em Santo Antônio do Pinhal (SP) e Cristina (MG), levou a medalha “Gold” na categoria “Rosé” (safra 2021), faturando o ouro pelo segundo ano consecutivo. O produtor do vinho, Hebert Sales, enalteceu os trabalhos da equipe da Epamig e já tem planos para o futuro. “A parceria com a Epamig tem sido maravilhosa, as equipes de pesquisa e processamento são ‘nota mil’. Neste momento, temos uma safra com blend de uvas Pinot Noir e Chardonnay que está em processo de autólise na vinícola da Empresa. Futuramente, pretendemos enviar também uvas Merlot e uma nova safra de Pinot Noir para também serem vinificadas em Caldas. Queremos continuar os trabalhos com a Epamig por muitos anos”, celebra Hebert.

A Epamig é uma empresa vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.


Fonte: Pedro Veras/Epamig

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Conab apoia comercialização de 140 toneladas de alimentos da agricultura familiar em Goiás

Ao todo, 296 produtores goianos destinaram frutas, verduras, pão caseiro, dentre outros produtos para entidades socioassistenciais no estado, beneficiando mais de 120 mil pessoas.

Foto: Conab

Os agricultores familiares de Goiás produziram 140 toneladas de alimentos que foram entregues aos cidadãos em vulnerabilidade alimentar. As doações foram realizadas ao longo de 2022 por meio do Programa Alimenta Brasil (PAB), operacionalizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ao todo, 296 produtores goianos destinaram frutas, verduras, pão caseiro, dentre outros produtos para entidades socioassistenciais no estado, beneficiando mais de 120 mil pessoas.

Ainda no campo da doação de alimentos, foram entregues em 2022 pela estatal um total de 220 cestas para famílias indígenas que vivem em Goiás, por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED) assinado entre o Ministério da Cidadania e a Conab. Além desta operação, a Companhia auxiliou a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (SEDS/GO) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (SEDHS) com a armazenagem de outras 283.463 cestas.

Venda de milho

Além das ações de apoio à agricultura familiar e de distribuição de cestas, no último ano, a Conab comercializou no estado cerca de 1,44 mil toneladas de milho a granel ou ensacado por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB). O cereal comercializado atendeu a 221 produtores cadastrados no Programa, distribuídos em 63 municípios goianos.

Fonte: O Presente Rural

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Produtor do Vale do Jequitinhonha investe no plantio de banana resistente a doenças

Orientado pela Emater-MG, agricultor familiar adotou sistema de produção irrigada e obtém boa produtividade, no município de Gouveia

A banana do tipo maçã agrada ao paladar de muitos consumidores brasileiros, mas sua produção vem sendo ameaçada pela fusariose, uma doença provocada por fungos, altamente contagiosa, que pode dizimar toda uma lavoura. Mas a cultivar BRS princesa, desenvolvida pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, está despertando a atenção de diversos fruticultores. É o caso do produtor Ozilton Dória, de Gouveia, no Vale do Jequitinhonha. A esposa, Maria dos Santos Dória, conhecida na região como Dona Santinha, foi quem deu a ideia de passarem a produzir banana, na Fazenda Cuiabá, onde já criavam gado de leite e galinhas caipiras.

Inicialmente foram plantadas 800 mudas, com orientação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Agora, seis anos depois, o casal comemora os bons resultados, pois colhe em média 400 quilos de banana por semana, em uma área plantada de 1,5 hectare. Além dos tratos culturais adequados, garantidos pela atuação técnica da Emater-MG, o sucesso da lavoura vem da culturar escolhida, pois, além de tolerante à fusariose da bananeira (também conhecida como Mal do Panamá), a BRS Princesa é resistente à sigatoka amarela, outra doença que afeta a bananicultura.

Adriano Gomes, extensionista da Emater-MG, explica que a cultivar exige praticamente os mesmos tratos culturais que a banana maçã, além de ter frutos com sabor muito semelhante, o que é fundamental para garantir boa aceitação no mercado. Sempre em busca de inovações para melhorar o desempenho dos produtores que atende, Adriano foi quem sugeriu a BRS Princesa, desenvolvida por pesquisadores da Embrapa na unidade de Cruz das Almas, na Bahia.

O produtor Ozilton Dória, na fazenda Cuiabá, elogia a participação ativa da esposa, Dona Santinha, para tocar a produção de bananas, que deve ser ampliada. “Nossa parceria é como uma engrenagem. Se quebrar um dente, a roda não vai funcionar”, compara o produtor. A satisfação com o lavoura de bananas é tão grande que o casal já planeja ampliar a área plantada e reduzir a participação da pecuária de leite na renda da propriedade. Para garantir produtividade durante todo o ano, é adotado o sistema de cultivo com irrigação, outra sugestão do extensionista da Emater-MG.

Fusariose da bananeira

O fungo Fusarium oxysporum f.sp.cubense é o agente causador da doença murcha de Fusarium, popularmente conhecida como fusariose da bananeira ou Mal do Panamá. A doença não tem cura e os fungos são muito resistentes e permanecem muito tempo no solo. Por isso, é grande a preocupação dos produtores de bananas, uma vez que a contaminação de uma planta pode significar o fim de lavouras inteiras.

De acordo com o coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio, a proliferação do fungo pode ocorrer por material vegetal contaminado, ferramentas utilizadas na lavoura, ou pelo solo. A doença, também conhecida como fusariose, provoca o amarelamento das folhas, com bordas secas, deixando a planta no final, semelhante a um guarda-chuva. “O fungo se multiplica facilmente com umidade e altas temperaturas, passando de uma planta para outra, por meio do vento, passarinhos, caixas, equipamentos e mudas.” O engenheiro agrônomo afirma que deve ser evitado o plantio em locais onde existe histórico dessa doença. Outro ponto fundamental é utilizar somente mudas comprovadamente sadias, com registro de origem, e corrigir a acidez do solo.

Por isso, ressalta o coordenador da Emater-MG, é importante o acompanhamento das lavouras por profissionais especializados. O nome popular da doença, Mal do Panamá, se deve ao registro dos primeiros prejuízos importantes terem sido relatados naquele país, no começo do século 20. Mas a fusariose da bananeira já está disseminada por várias regiões do mundo.

Fonte: Miriam Fernandes – Ascom/Emater-MG

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Novas regras para uso de sementes no país entram em vigor em março de 2023

A nova Portaria se adequa à realidade e às necessidades atuais do setor nacional de sementes

Foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria n° 538 que estabelece as normas para a produção, a certificação, a responsabilidade técnica, o beneficiamento, a reembalagem, o armazenamento, a amostragem, a análise, a comercialização e a utilização de sementes. As novas normas gerais de sementes entram em vigor no dia 1º de março de 2023, revogando a Instrução Normativa nº 09/2005 e partes das Instruções Normativas nº 15/2005 e nº 25/2017. 

A nova Portaria se adequa à realidade e às necessidades atuais do setor nacional de sementes e se alinha com Decreto nº 10.586/2020, novo regulamento da Lei nº 10.711/2003 (Lei de Sementes e Mudas), que criou oportunidades para a modernização da legislação de sementes e mudas por meio das normas complementares. 

As normas estabelecidas atingem dois grupos: agentes envolvidos nas atividades de produção, certificação, beneficiamento, armazenamento, análise e reembalagem de sementes, com fins comerciais, incluindo responsáveis técnicos e amostradores; e agricultores que utilizam sementes como insumo, com destaque para aqueles que reservam sementes para uso próprio.

Para o primeiro grupo, entre as novidades, os documentos exigidos para as inscrições de campo foram reduzidos, mantendo-se apenas as exigências essenciais para as atividades de controle e fiscalização por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Também foi estabelecido o termo aditivo para tratamento e/ou alteração de tamanho de embalagem. Uma antiga demanda do setor regulado, que possibilitará a alteração da configuração de lotes ou partes de lotes produzidos, flexibilizando o atendimento às demandas do mercado. 

Outro ponto da norma para esse grupo é que a autorização para transporte de sementes destinadas à conclusão do processo de produção em unidade da Federação distinta daquela onde se iniciou não será mais exigida. O Decreto nº 10.586/2020 já havia possibilitado a dispensa da autorização, mas ainda era exigida pela IN nº 9/2005. Com a nova Portaria, as sementes transportadas nestas condições deverão estar acompanhadas apenas do comprovante de inscrição do campo no Mapa. 

“Isso representará uma grande desoneração, tanto para o Mapa quanto para o setor regulado, e possibilitará o direcionamento de esforços para outras atividades mais efetivas em termos de garantia e controle de identidade e qualidade das sementes”, explica a coordenadora-geral de Sementes e Mudas, Virgínia Carpi.

Já para o segundo grupo, foi regulamentada a reserva técnica, prevista no Decreto nº 10.586/2020. De acordo com a Portaria, será admitida uma reserva técnica correspondente a até 10% da quantidade de sementes necessária para a semeadura das áreas do agricultor na safra seguinte. 

Outra mudança prevista para esse grupo é que as exigências para a declaração de área para a reserva de sementes para uso próprio (declaração de uso próprio), que antes eram estabelecidas apenas para as cultivares protegidas, agora passam a valer para as cultivares de domínio público, atendendo ao disposto no Decreto nº 10.586/2020.

Fonte: Patrícia Távora/ MAPA

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Minas Gerais terá o primeiro Museu Mineiro da Extensão Rural

Equipamento está sendo construído na sede da Emater-MG. Curadoria do acervo é realizada pela UFMG

Um espaço dedicado à memória da extensão rural de Minas Gerais. Esse é o principal objetivo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na construção do Museu Mineiro da Extensão Rural. O espaço funcionará na sede da empresa, em Belo Horizonte. A inauguração está prevista para o primeiro semestre de 2023.

As obras tiveram início em novembro de 2022. A ideia é proporcionar uma experiência especial para que os visitantes conheçam a trajetória da extensão rural mineira, pioneira no Brasil. Para contar essa história, além de fotografias e objetos, serão utilizados textos explicativos e vídeos com depoimentos de extensionistas e agricultores.

“A gente tem um orgulho muito grande de ser o berço da extensão rural no país. Resgatar essa história e mostrá-la para a população, principalmente para a população urbana, é muito importante para valorizar o trabalho da extensão rural e dos produtores rurais”, diz o diretor-presidente da Emater-MG, Otávio Maia.

Otávio Maia ressalta que, além do espaço físico, também está sendo preparada uma versão digital do museu para que pessoas de outras localidades tenham acesso à história do campo.

O acervo do museu está sendo catalogado por estudantes universitários do curso de Museologia da UFMG. A equipe, coordenada pelo professor e vice-diretor da Escola de Ciência da Informação da UFMG, Jezulino Mendes Braga, também é responsável pela narrativa do museu. Serão abordados temas como: Vida no Campo; Extensão Rural e Perspectivas Futuras.

O vice-diretor destaca a originalidade do acervo do museu. “Nenhuma instituição no Brasil possui acervo tão rico sobre o tema da extensão rural. A partir do momento em que projetamos um museu e posteriormente um arquivo, potencializamos a produção de conhecimento sobre processos cooperativos de melhoria na vida do campo, qualidade na produção de alimentos, desenvolvimento de tecnologia para o meio rural. Essa produção serve como base para a implantação de políticas públicas por parte do Estado”, afirma.

Jeep da Acar

Entre os destaques do museu, está o Jeep Willys MB. O veículo desempenhou um papel estratégico no tempo da Associação de Crédito Rural (Acar-MG), empresa que antecedeu a criação da Emater-MG, na década de 1970. Com os primeiros extensionistas a bordo, o Jeep Willys ultrapassou várias barreiras físicas para acessar as famílias rurais que residiam em locais de difícil acesso.

Estrutura e acessibilidade

O projeto arquitetônico, elaborado pelo arquiteto do Departamento Técnico da Emater-MG, Flávio Lima, foi concluído e aprovado pela diretoria executiva da empresa. O Museu Mineiro da Extensão Rural contará com piso antiderrapante e antichamas. A iluminação será móvel e flexível, facilitando a sua adaptação de acordo com a disposição dos objetos e fotos. O museu contará ainda com monitores para a exibição de vídeos e, na entrada, haverá um espaço para a realização de exposições temáticas e temporárias.

Fonte: Bruna Toledo e Sebastião Avelar – Ascom/Emater-MG

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Incaper divulga orientações para Aquisição de Imóveis Rurais

O documento auxilia trabalhadores e agricultores capixabas quanto à garantia jurídica para a aquisição e regularização fundiária rural.

Na última sexta-feira (23), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) lançou o documento “Orientações para Aquisição de Imóveis Rurais”, que ficará disponível para consulta na Biblioteca Rui Tendinha. O documento auxilia trabalhadores e agricultores capixabas quanto à garantia jurídica para a aquisição e regularização fundiária rural, por meio de informações sobre os marcos legais que regem a ocupação e a propriedade de terras rurais no Espírito Santo.

A publicação é resultado de um esforço conjunto entre autores profissionais do Incaper, da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), da Secretaria de Direitos Humanos (SEDH), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) e das Defensorias Públicas da União e do Estado do Espírito Santo.

Foto: Incaper

Os capítulos abordados no documento trazem conceitos significativos quando se trata de aquisição de imóveis rurais, como fazer a compra segura de imóveis, incluindo os imóveis rurais, o que é usucapião, quais as possibilidades para se adquirir um imóvel do poder público, retificação de registro de imóvel, entre outros pontos importantes.

De acordo com os autores, o tempo e a história da divisão das terras passam. Mas, segundo eles, para falar dos negócios relacionados à terra no Brasil de hoje, como a propriedade e a posse, bem como as suas formas de aquisição, é preciso entender os resultados dessa relação do colonizador com os povos nativos, africanos escravizados e a migração europeia nos últimos 520 anos de ocupação brasileira.

Para acessar a publicação basta acessar o link:

https://biblioteca.incaper.es.gov.br/digital/bitstream/item/4309/1/Doc299-aquisicao-imoveis-rurais-Incaper.pdf

Fonte: Jornal de Fato

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I Polifruti acontecerá em janeiro no Colégio Politécnico da UFSM

Evento protagonizado pelos alunos do Curso Técnico em Fruticultura, oportuniza trocas de conhecimentos técnicos, gerenciais e mercadológicos para o campo da fruticultura no sul do Brasil. 

O I Polifruti será realizado dia 13 de janeiro, sexta-feira, durante o dia nas dependências do Colégio Politécnico da UFSM. O evento foi criado a partir de estratégias didáticas desenvolvidas na disciplina de Vivências em Fruticultura I, ministrada pelos professores Ezequiel Redin e Róberson  Macedo de Oliveira. 

Durante o semestre os alunos vivenciaram propriedades com foco na fruticultura, através de um roteiro construído coletivamente pelos discentes. As experiências nas propriedades apontaram os principais problemas enfrentados pelos Fruticultores. Os problemas encontrados na realidade dos Fruticultores são o foco do I Polifruti. A disciplina foi pensada de forma coletiva entre os professores e a equipe de docentes do curso. Através do uso das metodologias ativas, estratégias de ensino que incentivam os estudantes a aprenderem de forma autônoma e participativa, por meio de problemas e situações reais, os alunos trouxeram problemas práticos dos empreendimentos de fruticultura no Sul do Brasil para sistematização e construção de um evento que possa abordar questões centrais e necessárias ao campo da fruticultura.

Nesse sentido, após a sistematização dos problemas da realidade dos agricultores que trabalham com frutas, a turma definiu os eixos de atuação do evento: a) canais e mercados; b) cooperativismo na fruticultura; c) irrigação; d) manejo de solo; e) coleta e análises foliar. 

O evento possui a finalidade de fortalecer a formação em torno de uma visão sistêmica da fruticultura, por parte dos estudantes, e também os aspectos de comunicação dos alunos em relação ao conhecimento em fruticultura, com uma postura proativa de futuros técnicos em fruticultura. Por outro lado, também visa buscar que os empreendedores da fruticultura tenham mais sucesso na condução de suas atividades.

Programação 

7h30min – Credenciamento

8h –  Canais e Mercados

Título: Experiências de comercialização de frutas in natura 

Palestrantes: Adriana Stefanello e Edevaldo Cavalheiro

Empresas: 

– Natuberry Frutas Vermelhas

– Edevaldo Cavalheiro – Comercialização de Melancias e Melões

Mediação: Estudantes do Técnico em Fruticultura

8h45min –  Cooperativas

Título: A importância do cooperativismo para a fruticultura

Palestrante: Leonar Seefeld (Presidente da CAAF)

Cooperativa: Cooperativa de Agricultores e Agroindústrias Familiares de Caxias do Sul (CAAF)

Mediação: Estudantes do Técnico em Fruticultura

9h30min – Folhas 

Título: Coleta de solo e de folha em frutíferas

Palestrante: Biol. Dra. Betania Vahl de Paula

Empresa: Performance Vegetal

Mediação: Estudantes do Técnico em Fruticultura

10h15min –   Coffee Break

10h30min –  Solos

Título: Manejo biológico do solo

Palestrante: Eng. Agr. Me. Alexandre Martins Guimarães

Empresa: Biota Innovations

Mediação: Prof. Dr. Valmir Aita (UFSM) e Estudantes do Técnico em Fruticultura

11h15min  –  Irrigação

Título: Irrigação: manejo e projetos

Palestrante: Micael Stolben 

Empresa: Irriga Global

Mediação: Estudantes do Técnico em Fruticultura

12h – Encerramento

Público-alvo: 

Agricultores, estudantes, pesquisadores, cooperativas, empresas e demais interessados na área de Fruticultura. 

Estratégias de aprendizagem na modalidade a distância na Fruticultura

A disciplina de Vivências em Fruticultura I objetiva tornar os alunos protagonistas do seu próprio desenvolvimento, compreendendo a organização da fruticultura na forma de cadeias produtivas. Nesse sentido, os discentes compreendem, de forma sistêmica, uma unidade de produção de fruticultura em diversos eixos de análise, seja dentro ou fora da porteira. Além disso, são incentivados a vivenciar a propriedade, bem como estimular o  pensamento crítico, a habilidade de resolução de problemas e a sistematização de conhecimentos.

Evento 

O I Polifruti registra um marco histórico no Curso de Fruticultura uma vez que é um evento protagonizado em sua integralidade pelos alunos que estudam na modalidade a distância. As inscrições poderão ser feitas no dia do evento, bem como através de um formulário, disponível aqui! 

O I Polifruti conta com a parceria do Colégio Politécnico da UFSM, organizações de extensão rural, empresas públicas e privadas, cooperativas e estudantes do curso Técnico em Fruticultura. 

Inscrições

As inscrições são gratuitas e realizadas até o dia 12 de janeiro. Para se inscrever, clique aqui

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Mapa atualiza condições para inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar

Entre as principais mudanças está a ampliação do público beneficiário da Política Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf)

Foi publicada nesta terça-feira (20), no Diário Oficial da União (DOU), a portaria nº 293, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/ Mapa), que estabelece as condições e os procedimentos gerais para inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). A portaria entra em vigor, a partir da data da sua publicação.

Após uma série de encontros técnicos realizados com o objetivo de capacitar as equipes de cadastradores vinculados as entidades da Rede de Entidades Credenciadas para realizar a inscrição no CAF (Rede CAF), verificou-se a necessidade de alterar os regramentos estabelecidos na Portaria SAF/MAPA nº 242, de 8 de novembro de 2021, aprimorando as normas e conceitos por meio de novos dispositivos que visam ampliar o público beneficiário da Política Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf).

A principal mudança é a possibilidade de que empreendedores familiares rurais, microempreendedores individuais, microempresários e pequenas empresas também possam se inscrever no CAF, desde que atendam aos requisitos estabelecidos. A inscrição continua vedada para pessoas físicas que sejam proprietárias ou acionistas majoritárias de empresas, bem como para diretor, sócio-gerente, administrador de sociedade empresarial. 

O ato normativo também traz mudanças no que diz respeito à inscrição dos beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). A nova redação amplia o ingresso desse público específico para obtenção de inscrição no CAF.

Desde 1º de novembro, conforme Portaria nº 174, de 28 de junho de 2022, o CAF é a única ferramenta do agricultor familiar para o acesso às ações, programas e políticas públicas voltadas para a geração de renda e o fortalecimento da agricultura familiar.

O instrumento é utilizado para identificar e qualificar as Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPA) da agricultura familiar, os Empreendimentos Familiares Rurais e as formas associativas de organização da agricultura familiar.

Outras informações sobre o CAF podem ser solicitadas à Coordenação de Gestão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar do Mapa pelo e-mail caf@agro.gov.br ou pelo telefone (61) 3276-4533.  

Fonte: MAPA

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Onde estão os extensionistas rurais para orientar os aquicultores?

Este título é ao mesmo tempo provocativo e também é um alerta a respeito da situação em que se encontra a extensão rural e assistência técnica no Brasil, em especial, na Aquicultura.Para que haja uma melhor compreensão sobre esta ação de apoio ao aquicultor, inclusive possui um cunho socioeconômico, é interessante mostrar a diferença entre extensão rural e assistência técnica. Lembrando que isto é apenas para efeito de pró forma, pois ambos se complementam e muitas vezes se fundem.

Extensão Rural é um processo contínuo, de caráter educativo e ação coletiva aos empreendimentos rurais, ou seja, envolve vários produtores. Tem um caráter orientativo e de prevenção, e ocorre por meio de visita periódica nos empreendimentos rurais, onde promove a padronização de procedimentos para melhoria da produção em cada propriedade rural assistida.

Geralmente trabalha na parte educativa, promovendo mais conhecimento básico para o produtor, como por exemplo, até como gerir a parte financeira do seu empreendimento. Portanto, tem uma ação de ensinar as melhores alternativas de produção e de renda para aquelas atividades que atuam.

A Assistência Técnica é uma ação pontual, geralmente individual, que o profissional de assistência ao campo realiza. Busca resolver as necessidades do produtor individualmente, por meio de recomendação técnica, como resolver demandas emergenciais em sua propriedade. Ocorre uma difusão de inovação tecnológica, e de novos métodos já aprovados para o produtor operacionalizar. Mas cabe ressaltar que para fazer extensão rural se realiza uma ação de assistência técnica.

Quanto a resposta do título/pergunta deste artigo, cabe relatar um pouco da história. Existia a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMBRATER), que coordenava os Órgãos de Extensão Rural Estaduais, que permaneceu no período de 1975 a 1990, quando foi extinta e passou as suas responsabilidades aos estados, por meio das Emater´s. Na época a Embrater tinha uma estratégia de dar um norte para toda a extensão rural nacional, e exercia um papel de consolidação da extensão no país.

Com a extinção da Embrater isso enfraqueceu vários órgãos estaduais de Extensão rural em todos os aspectos, desde financeiro, de estrutura e manutenção e no seu principal objetivo de orientar tecnicamente o produtor rural (incluso o aquicultor).

Assim, cabe informar da complexa situação atual da Extensão Rural, onde parte dos Estados do Brasil possuem uma deficiência significativa no atendimento da extensão rural e assistência técnica. Os produtores, principalmente os pequenos, estão desassistidos, e o que se observa, é um baixo número de profissionais que estão indo a campo para orientar o produtor. Não temos de forma mensurável em números, mas em relação ao número de aquicultores, a quantidade de profissionais extensionistas é baixa, e obviamente insuficiente. E com um agravante, pois além do baixo número de profissionais, destes, poucos são aqueles que possuem experiência e capacitação em Aquicultura.

Há alguns fatores que agravam esta situação em nível nacional, por exemplo, em alguns Estados constata-se que os órgãos de extensão não estão sendo prioridades do Governo Estadual. A impressão que se tem é que a extensão rural foi para o final da fila em prioridades. Resultado, nestes Estados não há investimento em estrutura e tampouco em pessoal nestes órgãos. Assim, quando um governo não prioriza um determinado setor que é de sua competência, o órgão “não priorizado” enfraquece, os recursos tornam-se escassos, e os colaboradores desmotivados e sem perspectivas. Portanto com baixo orçamento e baixo apoio de estrutura.

Outro agravante, é que tem ocorrido uma iniciativa de alguns Estados de promoverem o PDV-Programa de Demissão Voluntária para os seus funcionários, principalmente com mais tempo de trabalho, estimulados com incentivo financeiro, em anteciparem sua aposentadoria. Geralmente são profissionais ainda com muito para contribuir tecnicamente com o seu rico conhecimento.

Geralmente estes cargos teoricamente deveriam ser repostos por meio de um programa de concursos, para que não houvesse quebra das atividades com os produtores, mas na prática, geralmente isto não tem ocorrido, assim, as vagas não são preenchidas. Tal fato tem criado um outro agravante, que compromete ainda mais esta situação, pois quem está saindo não tem a quem “entregar o bastão”, ou seja, em compartilhar sua experiência ao eventual recém contratado, de repassar toda uma história e as nuances de cada região, para que este novo profissional possa melhor se adaptar e se tornar mais eficiente no desempenho da sua atividade.

Isto não tem ocorrido, e assim criase um abismo, onde esse rico conhecimento não é repassado, comprometendo a continuidade das ações de extensão nos empreendimentos rurais, principalmente aos pequenos aquicultores. Assim, na eventualidade de realizar concurso, os profissionais aprovados terão que partir do zero. E isto requer um aprendizado, que levará tempo.

Tais fatos são preocupantes, e vejam que ironia: praticamente todos os Estados Brasileiros tem um perfil para o Agro, mas existem governos estaduais que não dão a devida atenção estruturante e assistência técnica para este setor emergente, que gera empregos e riqueza no meio rural.

A apresentação destes fatos tem como objetivo atingir aos leitores, no qual estão os produtores, técnicos, profissionais de campo, de órgãos do governo, e principalmente da direção dos órgãos de extensão. Espero que estes possam ler com atenção os fatos aqui relatados sobre a extensão Rural e Assistência Técnica, e façam uma reflexão, e quem sabe tomem a iniciativa de priorizar e reverter este quadro atual da extensão rural em seu estado.

Cabe esclarecer aos leitores que esta é uma análise de um entendimento de uma forma geral, considerando que há Estados em que existe uma preocupação com a extensão rural e esta tem sido priorizada dentro do Estado. No entanto, em um país como o Brasil com dimensão continental, infelizmente temos situações bem distintas, a realidade do sul é totalmente diferente do Norte, como do Nordeste, do Centro Oeste ou mesmo do Sudeste.

Por outro lado, há também exemplos de iniciativas, que certamente podem amenizar esta situação delicada em que se encontra a Extensão Rural e Assistência técnica no Brasil. Afinal, o Estado deve ter o compromisso, na sua premissa de governança, de valorizar e priorizar sua vocação às atividades de tradição e principalmente de cunho socioeconômico e promover assim o fortalecimento destas atividades que contribuem para a economia do Estado. Posteriormente em outros artigos, será descrito alguns bons exemplos de Estados que apoiam e priorizam a Extensão Rural e Assistência Técnica no país.

Tenho uma expectativa positiva, em resposta a este alerta e de reflexão frente a este desafio com relação a deficiência de profissionais extensionistas e assistência técnica para atender as necessidades do aquicultor brasileiro. Mas sem dúvida é uma situação delicada principalmente para o pequeno aquicultor, que são a maioria dos produtores.

Neste contexto, o Brasil está consolidando a sua vocação para o Agro. E a Aquicultura tem se destacado, com um crescimento acima da média do Agro. E a extensão rural e assistência técnica tem sido o principal elo com o produtor para se ter uma aquicultura competitiva e sustentável.

Fonte: Rui Donizete Teixeira/Aquaculture Brasil

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Comissão aprova projeto que prevê recursos para assistência técnica e extensão rural

Texto prevê serviço oficial de assistência técnica e extensão rural de caráter educativo para atendimento gratuito aos agricultores familiares

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4511/21, que assegura recursos para o custeio de serviços públicos e privados de assistência técnica e de extensão rural aos produtores, incluindo os agricultores familiares.

O relator, deputado Josias Gomes (PT-BA), recomendou a aprovação. “O acesso ao conhecimento é o principal insumo para a produção sustentável, que resulte na redução da pobreza e das desigualdades e no aumento do emprego, freando só os processos de envelhecimento e masculinização da população rural”, disse.

Já aprovado pelo Senado, o texto altera a Lei do Crédito Rural e a Lei da Política Agrícola. O objetivo é auxiliar quem precisa de assistência técnica e da capacitação fornecida pela extensão rural para conduzir a produção no campo.

Mais crédito
Deverá ser instituída uma linha de crédito de pelo menos 2% dos recursos destinados ao financiamento agropecuário. O montante total dessa linha de crédito será definido anualmente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Além de prever recursos, o texto vincula a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) ao sistema nacional de crédito rural, ao lado do Banco Central, do Banco do Brasil, do Incra, entre outros já previstos na legislação, e destina à Anater pelo menos 1% do montante do crédito rural.

Também determina que o crédito rural e a política agrícola devem proporcionar ao homem do campo a garantia de universalização dos serviços de assistência técnica e extensão rural, por meio de linha de crédito subsidiado. Para o agricultor familiar ou o empreendedor familiar, a linha terá taxa de juros zero.

Outras medidas
O projeto conceitua separadamente assistência técnica (comunicação de informações para a solução de problemas de natureza técnica) e extensão rural (processo educativo voltado para a capacitação técnica e social dos produtores). O texto prevê ainda que:

  • as políticas públicas e ações de assistência técnica e extensão rural deverão buscar o apoio e a integração de instituições que exerçam atividades de interesse dos produtores rurais;
  • as instituições integrarão o Sistema Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural (Sibrater), cujo funcionamento e coordenação serão definidos em regulamento; e
  • o poder público manterá serviço oficial de assistência técnica e extensão rural de caráter educativo, garantindo atendimento gratuito aos agricultores familiares ou empreendedores familiares rurais.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícia

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Feira da Agricultura Familiar na Assembleia Legislativa integra programação dos 74 anos da Emater-MG

Os melhores produtos da agricultura familiar. É o que aconteceu na 6ª Feira da Agricultura Familiar que ocorreu na quarta-feira, 7 de dezembro, em Belo Horizonte. O evento, com entrada franca, aconteceu no Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira (Edjao), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, de 8h às 17h. A realização foi da Emater-MG, empresa pública mineira de extensão rural, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com o apoio do legislativo estadual.

A feira fez parte da programação pelos 74 anos da Emater Minas, que foram completados na terça-feira, 6/12, data também reconhecida como o Dia Nacional do Extensionista Rural. A abertura oficial foi às 10 horas e contou com as presenças de integrantes da diretoria executiva e profissionais da Emater-MG, além de parlamentares do Legislativo mineiro.

Visitantes e consumidores contaram com produtos da roça, comercializados em 26 barracas. São alimentos de origem animal e vegetal; quitandas variadas; queijos; cafés especiais; cachaça; mel e derivados, além de artesanatos e costuras, entre outras mercadorias.

Os expositores foram produtores de vários municípios próximos da Capital mineira, como: Queluzito, Nova Lima, Itaguara e Itatiaiuçu, entre outros. “Devemos ter em torno de 26 a 28 produtores, pois pode acontecer de colocarmos dois agricultores por barraca”, explicou o coordenador técnico estadual Wagner Fanni.

Do campo à mesa

Durante o evento, ocorreu também o funcionamento do espaço “Cozinha Show.” No local, foi preparada uma receita com produtos da agricultura familiar, pelo jovem gastrônomo Moisés Gonzaga, profissional de importante hotel de referência, em BH. A iguaria foi servida aos presentes, visitantes, consumidores e expositores da feira.“Estou cada vez mais conectado com os ingredientes da agricultura familiar, então surgiu a ideia de montar esse prato, que vai utilizar somente alimentos dos expositores da Emater-MG”, disse Moisés.

O prato tem o nome grande: “Trio Gnocchi Alla Fonduta de Minas” e prometeu conquistar o paladar dos que provaram comida italiana com adaptação mineira.

A exposição desta quarta-feira teve ainda, um momento cultural: a apresentação do Trio Patrulha Rural, composto por músicos da Polícia Militar de Minas Gerais.

Fonte: Terezinha Leite – Ascom/Emater-MG

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Capacitação para extensionistas que atendem produtores na região sul

O curso faz parte do projeto “Avaliação e Transferência de Tecnologias e Políticas Públicas para a Produção e Comercialização de Mudas e Frutos de Laranja no Sul do Espírito Santo”, que é coordenado pelo Incaper.

O escritório local do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em Jerônimo Monteiro, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Espírito Santo (Fapes), capacitou 20 técnicos rurais sobre as boas práticas de manejo de citrus, especialmente laranjas e tangerinas.  O curso aconteceu na Fazenda Experimental do Instituto de Bananal do Norte (FEBN), em Pacotuba, município de Cachoeiro de Itapemirim.

O curso faz parte do projeto “Avaliação e Transferência de Tecnologias e Políticas Públicas para a Produção e Comercialização de Mudas e Frutos de Laranja no Sul do Espírito Santo”, contemplado pela Portaria 002-R/2020 FAPES/SEAG e coordenado pela engenheira agrônoma e extensionista da unidade do Incaper, em Jerônimo Monteiro, Marianna Abdalla.

O projeto visa a contribuir com a melhoria das mudas e frutos ofertados no Espírito Santo, por meio da transferência de tecnologias, avaliação de políticas públicas e da avaliação de tecnologias de produção de mudas, já que atualmente são utilizadas borbulhas – pequenos brotos retirados de galhos de frutas cítricas isentas de doenças, que servem para produzir mudas de alta qualidade com as principais cultivares de citrus. Além disso, também é feita a análise genética de variedades de citrus que são comercializadas no Espírito Santo, com o objetivo de oferecer mais segurança para quem vende e para quem compra mudas.

Foto: Incaper- ES

O enfoque do curso foi capacitar os extensionistas que atendem os produtores de laranja na região sul do Estado sobre poda de citros. Este módulo faz parte de uma capacitação sobre os aspectos essenciais do manuseio dos citros, como o manejo de pragas e doenças, poda, adubação, entre outros. “Dessa forma contribuímos para o fortalecimento da citricultura na região e os extensionistas ganham mais autonomia e segurança para responderem às demandas imediatas dos agricultores. Também conseguimos reduzir as dificuldades em manejar a cultura na região e o tempo de espera para a resolução dos problemas de manejo nos municípios, dando continuidade aos atendimentos imediatos às demandas das famílias produtoras de laranja”, explicou Marianna Abdalla.

O pesquisador do Incaper do CPDI Sul e coordenador de produção vegetal da Instituição, Marlon Dutra Degli Esposti foi o instrutor do curso, com o enfoque em poda de citros. “A citricultura é uma atividade de extrema importância para os produtores familiares, que usam a laranja de forma diversificada com o café, outra cultura que tem peso no município, e muitos deles vivem apenas da cultura da laranja. Nesse caso, plantas bem podadas e conduzidas têm frutos de melhor qualidade e possibilitam a redução do uso de insumos, principalmente, inseticidas e fungicidas”, explicou.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os anos de 2017 e 2021 Jerônimo Monteiro foi o maior produtor de laranja do Espírito Santo. Só em 2021 foram colhidas 2.700 toneladas da fruta.

Segundo Marianna Abdalla, atualmente o município conta com cerca de 80 estabelecimentos rurais envolvidos com a produção da fruta e cerca de 165 ha (colhidos). “Este ano, devido ao tempo, a produtividade diminuiu um pouco, saindo de 20 toneladas para aproximadamente 17 toneladas por hectare. Continuamos trabalhando para que a produção de citrus siga em ascensão, por meio das boas práticas de manejo”, pontuou.

Na ocasião foram distribuídas ferramentas de poda e de identificação de pragas e doenças para os escritórios locais da região.

Fonte: Jornal Fato

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Sistema público de agricultura privilegiará sustentabilidade nos próximos anos

A formulação de um planejamento de longo prazo que privilegie a sustentabilidade e ofereça mais segurança para as atividades agropecuárias no Paraná foi discutida durante dois dias por cerca de 140 servidores do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri). A reunião foi entre terça (06) e quarta-feira (07) no IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater), em Londrina.

O Seagri é formado pela Secretaria da Agricultura e suas empresas vinculadas: IDR-Paraná, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa). “O planejamento precisa ter em vista o longo prazo e deve levar em conta a parceria com quem faz as coisas, que são os produtores, os trabalhadores rurais, a razão de nossa existência enquanto profissionais”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento,  Norberto Ortigara.

“Podemos ser mais fortes e mais eficazes em nossa missão de ajudar o rural a ser mais sustentável”, disse Natalino Avance de Souza, diretor-presidente do IDR-Paraná, em referência ao sistema Seagri. “E sustentabilidade significa renda para os agricultores, qualidade de vida para as famílias e ambiente saudável”, elencou.

Ele destacou a necessidade de inovação permanente. “O desafio que se tem pela frente é grande, porque a agropecuária é o carro-chefe do Paraná e há muito para se fazer”, disse. “É preciso fazer um bom papel, estar presente para ajudar o Estado se desenvolver, para valorizar as famílias rurais e as organizações do setor, estar atento às inovações e, se possível, estar à frente delas.”

EIXOS – A discussão foi pautada por seis eixos, que passam a conduzir as políticas públicas no setor agropecuário: segurança alimentar, segurança da informação, segurança energética e conectividade, segurança hídrica e sustentabilidade, segurança produtiva e tecnológica e segurança sanitária.

Várias ações foram projetadas em cada um dos segmentos, com a decisão de um trabalho conjunto não apenas entre as entidades que formam o Seagri, mas com o esforço de buscar parceria com outros órgãos públicos, no meio acadêmico e na iniciativa privada, evitando esforço dobrado, caso as soluções já existam.

“Todos nós trabalhamos com o mesmo propósito que é, como profissionais, estar atentos a tudo que ocorre no meio rural e, para isso, há necessidade de melhorar o nível de informação, que às vezes está na casa da gente. Podemos poupar esforço, usar ferramentas mais modernas”, afirmou Ortigara.

“Tem muita coisa para aperfeiçoar e vamos desenhar corretamente as políticas para que possa ter uma sempre boa, agradável e correta interlocução com os agricultores, com os trabalhadores rurais e com as agroindústrias”.

Fonte: IDR Paraná

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Dia Nacional da Extensão Rural: o que é essa atividade

Profissionais da área promovem o desenvolvimento rural sustentável e no Rio Grande do Sul serviço é proporcionado pela Emater RS/ Ascar

Em 06 de dezembro é celebrado o Dia Nacional da Extensão Rural. A atividade é desenvolvida por profissionais de entidades que têm como objetivo promover o desenvolvimento rural, estando em contato permanente com famílias e produtores rurais.

Conforme falou para a reportagem da Rádio Uirapuru o gerente regional da Emater RS/ Ascar, Dartanhã Luiz Vecchi, o papel fundamental é em promover o desenvolvimento rural sustentável, através de prestação de serviço de assistência técnica, extensão rural, social, classificação e certificação em benefício da sociedade. “É todo o serviço informal e formal de educação. Promover essa educação no meio rural, levando informações e orientações, atualização às famílias que vivem no campo. Devemos atuar diretamente junto a essas famílias” resume.

A Emater RS/ Ascar é a entidade oficial de assistência técnica e extensão rural do Rio Grande do Sul. Desde 1977 a Emater atua em conjunto à Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural – Ascar. Referência no Brasil na assistência técnica e extensão rural, está presente em 497 municípios do Estado, dos quais 42 municípios fazem parte da região de Passo Fundo.

No Estado, a Emater RS/ Acar atende a um público formado por agricultores familiares, pescadores artesanais, pecuaristas familiares, assentados da reforma agrária, indígenas. A agricultura vem numa crescente, o agro representa muito para a sociedade gaúcha na produção de alimentos. “Estamos presentes e atendendo 190 mil famílias, sendo 15 mil dessas na região de Passo Fundo” contabiliza Dartanhã.

Quanto ao perfil na regional de Passo Fundo, basicamente são agricultores e pecuaristas familiares. Em alguns municípios, somam-se indígenas e assentados da reforma agrária. Em menor proporção, agricultores urbanos. Os principais serviços são fornecer informações, ensino e consultas. Dentro desses 42 municípios, uma equipe de extensionistas rurais das áreas econômicas e sociais atua diretamente com essas famílias.

Dartanhã explica, também, que um extensionista rural passa a integrar o corpo de colaboradores da Emater RS/ Ascar a partir de um processo seletivo, englobando diversas formações, como engenheiro agrônomo, técnico em agropecuária, extensionistas da área social de magistério, formação pedagógica. “Em 2023 está previsto para acontecer no RS um processo seletivo, estamos com déficit na região de Passo Fundo, passamos por um Plano de Desligamento com adesão de 20 profissionais. Também outros saíram, temos necessidade de reposição e por isso será feito o processo seletivo em 2023” adianta.

Fonte: Kleiton Vasconcellos (Rádio Uirapuru RS)

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Dia Nacional do Extensionista Rural

Em 6 de Dezembro comemora-se o dia nacional do extensionista rural, o extensionista atua nas áreas social e tecnológica e sua contribuição está na melhoria da produção de alimentos, bem estar no campo, organização dos agricultores e no impulsionamento do comercio agrícola, contribuindo diretamente para a segurança alimentar da população urbana e rural.

Em Rondônia o serviço de Extensão Rural foi instalado em 1971 com a criação da Associação de Credito Rural ACAR – RO, organização precursora do que é hoje a Emater-RO, e desde então vem contribuindo para o desenvolvimento do Estado, através da introdução de inovações tecnológicas na produção agropecuária e no processo de transformação da matéria prima em produtos processados, nos limites da agroindústria familiar.

Na área social o extensionista auxiliam os produtores na organização de suas entidades representativas como: Associações, sindicatos e cooperativas. Essa contribuição se dá na mobilização dos produtores, definição das linhas de atuação e objetivos que devem orientar a elaboração dos estatutos e regulamentos das entidades representativas dos produtores.

Outra grande contribuição da extensão rural para o desenvolvimento rural de Rondônia se dá no campo do planejamento, elaboração e orientação da aplicação do crédito rural, no financiamento da produção agropecuária e agroindustrial.


A presença do profissional extensionista no campo favorece o desenvolvimento social e tecnológico como uma via de duas mãos, leva a inovação técnica, promove a educação profissional rural, na medida que informa e capacita o produtor para a melhoria da qualidade e produtividade agropecuária. E ao mesmo tempo se informa, toma conhecimento dos problemas e limitações da produção agrária e traz para os centros acadêmicos e de pesquisa essas dificuldades para que se encontrem soluções tecnológicas. Melhorando renda e bem estar para as famílias rurais.

Fonte: EMATER RO

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Começa em Brazlândia primeira turma do programa Agricultura da Vida

Com ações voltadas à produção rural e ao empreendedorismo, curso voltado às mulheres foi iniciado e terá duração de 60 horas

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) aderiu ao Programa Mães do Brasil, criado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). A partir de agora, mulheres rurais atendidas pela empresa poderão participar do curso Agricultura da Vida, uma das linhas de ação do programa. A primeira turma do curso, em nível nacional, teve início em Brazlândia nesta semana e formará pouco mais de 50 mulheres da região.

Com a iniciativa, será fomentado o empreendedorismo rural, a qualificação profissional e estimulado o cooperativismo para a autonomia econômica e social da mulher do campo. O curso, que será ministrado em formato híbrido e terá duração de 60 horas, também prevê a capacitação de produtoras rurais em boas práticas agrícolas, com o objetivo de promover a segurança alimentar de mães e bebês.

”A empresa atende, atualmente, mais de 10 mil mulheres no campo e sabemos da importância delas no desenvolvimento de suas comunidades e de suas contribuições para a redução da pobreza, insegurança alimentar e preservação ambiental”Loiselene Trindade, diretora-executiva da Emater-DF

“Nessa primeira turma nós temos produtoras de Brazlândia, Alexandre de Gusmão e Ceilândia. Esse é o primeiro de muitos encontros. Esse curso Agricultura da Vida vai complementar e integrar muitas outras ações já realizadas pela Emater-DF, como o Empreender e Inovar, o Filhos deste Solo e grandes projetos que envolvem assistência técnica e extensão rural e que são essenciais para o desenvolvimento da agricultura”, afirmou a diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade.

Para ela, a participação da Emater-DF no programa vai fortalecer ainda mais a atuação da empresa junto às mulheres rurais. “A empresa atende, atualmente, mais de 10 mil mulheres no campo e sabemos da importância delas no desenvolvimento de suas comunidades e de suas contribuições para a redução da pobreza, insegurança alimentar e preservação ambiental”, disse.

Iniciado nesta terça-feira (29), no Escritório Local da Emater de Brazlândia, o curso teve uma aula inaugural para apresentar a proposta às produtoras rurais e explicar a metodologia que será utilizada. “As mulheres que trabalham, que já têm a vocação rural, vão participar deste curso e aprender as boas práticas agrícolas buscando a boa nutrição materno infantil, tanto a dela quanto dos filhos”, destacou Ana Lúcia Muñoz dos Reis, da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), que esteve presente em Brazlândia.

As aulas terão abordagens que vão desde como empreender e gerir finanças, com qualidade de vida, até a realização de práticas de autocuidados

Fonte: Emater-DF

A produtora rural Vanusca Marques, 44 anos, uma das participantes do curso, falou sobre a iniciativa. “É gratificante participar. Há alguns anos a gente não tinha essa oportunidade de ter um curso exclusivo para a gente. A Emater é quem promove algumas iniciativas nesse sentido e ter um curso em âmbito federal é muito bom. Será um novo campo de visão. A cada coisa nova que a gente aprende, com certeza a gente melhora no nosso dia a dia”.

A chefe de gabinete da Administração Regional de Brazlândia, Waldinéia de Carvalho, ressaltou a importância da união de esforços para levar ações para a área rural. “A nossa área rural aqui de Brazlândia é muito mais extensa que a área urbana, então de fato é importante ter um olhar peculiar para essas comunidades. Aqui nós temos mulheres guerreiras, empreendedoras e que precisam se capacitar e se fortalecer para que possam se desenvolver cada vez mais”, disse.

As aulas terão abordagens que vão desde como empreender e gerir finanças, com qualidade de vida, até a realização de práticas de autocuidados. A subsecretaria de Promoção das Mulheres da Secretaria da Mulher do DF, Luene Garcia, o Coronel Ferrari, representando a vice-governadora eleita do DF, Celina Leão, o professor Francisco, da Universidade Federal de Viçosa, e a senadora eleita Damares Alves também participaram do evento.

Fonte: Emater-DF

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Empaer promove curso para extensionistas sociais e debate políticas públicas para agricultura familiar

Com participação de 20 técnicos, a capacitação levanta temas relevantes para a atuação em 2023

A Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) está realizando, em Cuiabá, desde terça-feira (22.11), o curso de capacitação para extensionistas sociais em políticas públicas para a agricultura familiar. Entre os temas abordados estão diretrizes operacionais, metas regionais, locais e individuais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), metodologias para qualificação dos agricultores para acessar o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) nos municípios e projeto sobre Segurança Alimentar, além oficina para produção de biscoitos decorados para o Natal.

O curso, que conta com a participação de 20 extensionistas, está sendo realizado no auditório do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp). O encerramento será nesta sexta-feira (25).

                                                Foto: Empaer 

A diretora de Ater da Empaer, Denise Ávila Guterres destacou a importância da capacitação técnica e reconheceu que o extensionista social é o profissional que integra a família do agricultor no processo de inclusão socioprodutiva e ambiental.

O foco do curso é a atualização em políticas públicas para a agricultura familiar, com dois temas relevantes para a atuação em 2023 – legalização dos produtos, por meio do seu registro no Serviço de Inspeção Municipal (SIM), para garantir a segurança e qualidade dos alimentos produzidos, e o Plano de Segurança Alimentar e Nutricional.

Segundo Guterres, a capacitação é oferecida anualmente para ajustar as demandas e os anseios da sociedade. No próximo ano, produtores da zona urbana e rural serão capacitados na formação de hortas, pomares e aproveitamento de alimentos, entre outros.

“O trabalho do extensionista social é levar informações para os agricultores, com auxílio na organização da propriedade rural, planejamento da área e produção aliado às Boas Práticas de Fabricação e Manipulação de Alimentos dos produtos agropecuários, curso técnicos e palestras voltadas para a melhoria da qualidade de vida”, comenta.

A extensionista social Geni Marieta Matte, do município de Guarantã do Norte, avalia a capacitação técnica e a integração do grupo como fundamental para desenvolver um bom trabalho nas comunidades rurais. Ela destaca que em seu município foi realizado, no início deste mês de novembro, o Primeiro Dia da Agricultora Rural, reunindo 150 mulheres rurais, que receberam atendimentos de saúde e social.

“O trabalho do extensionista é de um agente de transformação no campo e nas comunidades rurais. Um ponto de apoio do agricultor e de sua família”, esclarece.

Oficina para produção de bolachas e biscoitos decorados para o natal

Durante a capacitação, a extensionista Daisy Ferraz, de Sinop, ministrou uma oficina para produção de bolachas e biscoitos decorados para o Natal. Ensinou desde a produção da massa, decoração com o glacê real, utilizado em confeitaria, a mistura dos corantes para pintar e enfeitar os biscoitos.

Ela destaca que os biscoitos de Natal, cuja durabilidade pode chegar a 30 dias, são uma marca desse período de festas e podem ser usados na mesa, nos presentes e na decoração da árvore. Adianta que, no próximo mês, fará uma oficina no Assentamento Wesley Manoel dos Santos, para mulheres rurais.

Fonte: Governo do Mato Grosso

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