Processo Seletivo Simplificado da Emater oferta 102 vagas

Candidatos devem se inscrever pelo Sistema Integrado de Processo Seletivo Simplificados (Sipros) nesta quinta-feira (6) e sexta-feira (7)

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pa) abre inscrições para o Processo Seletivo Simplificado (PSS) 01/2022 para o preenchimento de 102 vagas de níveis fundamental, médio e superior. Os interessados em se candidatar devem se inscrever pelo Sistema Integrado de Processo Seletivo Simplificados (Sipros) nesta quinta-feira (6) e sexta-feira (7).

De acordo com a Coordenadoria de Desenvolvimento e Recursos Humanos (Codes), as vagas, preferencialmente, serão destinadas à atuação em municípios com o menor número de servidores com o objetivo de reforçar a prestação de serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater) ao público-alvo, os agricultores familiares rurais.

“Grande parte dos selecionados no PSS irá atuar em municípios do Regional do Marajó, do Tapajós, do Médio Amazonas, e ainda alguns irão atuar no escritório central para atender a demanda técnico-administrativa”, disse Alessadra Silva, coordenadora da Codes.

Foto: Ascom Emater

As vagas de nível superior são para profissionais com formação: engenheiro agrônomo (17), engenheiro florestal (2), engenheiro de pesca (1), médico veterinário (1), engenheiro de alimentos ou tecnólogo de alimentos (1), administrador (2), biblioteconomista (2), arquivologista (1), analista de sistemas (2), contador (2), engenheiro civil (1), estatístico (1), tecnólogo em gestão de recursos humanos (1), pedagogo (1), psicólogo (1), sociólogo (1).

Para nível médio as vagas são: agente de segurança do trabalho (1), assistente de administração (4), auxiliar de administração (30), operador gráfico (1), secretária/o (6). Já para o nível fundamental há vagas para agente operacional (23).

Foto : Ascom Emater

A seleção é composta de análise de currículo e, para os cargos de nível superior também de entrevista individual, com realização nos municípios de Marituba, Breves e Santarém.

A jornada de trabalho é de 8 (oito) horas diárias, totalizando 40 (quarenta) horas semanais.

O resultado do certame será divulgado no dia 28 deste mês.

Serviço:

Inscrição ao PSS no endereço

http://www.sipros.pa.gov.br, no horário de 00h00 do dia 06 de janeiro de 2022 às 23h59min do dia 07 de janeiro de 2022

Texto: Paula Portilho/ Emater 

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Extensão Rural: Apaer critica reestruturação da Secretaria de Agricultura de SP

 A Associação Paulista de Extensão Rural (Apaer) condenou decreto do governo de São Paulo que deve reduzir ainda mais a capacidade de atendimento para cerca de 300 mil agricultores que produzem alimentos no Estado. Segundo a Apaer, apesar de não citar a palavra fechamento das Casas da Agricultura, o Decreto 66.417, incluído no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (30), estabelece a reestruturação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) e prevê, em vez de atendimento ao agricultor, que estas Casas da Agricultura “serão consideradas como unidades administrativas, não lhes correspondendo, porém, qualquer nível hierárquico”.

O presidente da Apaer, Antônio Marchiori, disse em nota que “apesar da importância da extensão rural para apoiar a produção de alimentos e a conservação dos patrimônios naturais, a gestão da Secretaria da Agricultura em São Paulo tem caminhado na direção contrária das necessidades”. “O quadro de servidores é cada vez menor, reduzido à menos da metade, e não há um compromisso da SAA em repor estes profissionais, ao contrário, o Estado tem jogado esta responsabilidade para as Prefeituras”, criticou.

Um levantamento feito pela Apaer mostra que o Estado tem cerca de 390 mil cadastros na fila para regularização ambiental e apenas 120 analistas para fazer o atendimento. A entidade afirmou que o quadro ficou ainda pior desde 2020, porque a “agricultura de São Paulo, que tem o segundo pior orçamento do Brasil, usou a pandemia como desculpa para limitar ainda mais os serviços oferecidos aos produtores rurais”.

Foto: Apaer

Além do fechamento das Casas da Agricultura, a Apaer argumenta que “o decreto cria cargos em comissão, promovendo um inchaço no topo da hierarquia com apadrinhamento político e enxugando na ponta, onde estão os extensionistas, responsáveis pela assistência efetiva aos produtores”.

A reestruturação da Agricultura e outras medidas, como aumento de impostos para o setor, vêm sendo criticadas por entidades do setor desde 2020. Produtores rurais chegaram a fazer um tratoraço em diferentes regiões do Estado. Para conter a crise, o então secretário, Gustavo Junqueira, que lançou a ideia de fechar as Casas da Agricultura, foi substituído por Itamar Borges, que adiou a decisão para o fim de 2021.

“Na prática, estamos assistindo, na calada da noite e sem diálogo com a categoria, o estrangulamento do serviço de extensão rural em São Paulo, o que representa riscos para a produção de alimentos e para o meio ambiente, o que já vem acontecendo em diversos municípios, por falta de um programa de governo efetivo para melhorar o manejo dos recursos naturais – a crise hídrica e as recentes nuvens de poeira são um exemplo disso”, destacou Marchiori.

Fonte: Isto é 

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Mapa amplia as ações do AgroResidência com mais quatro editais de seleção

Ao todo, serão aplicados R$ 15,5 milhões para financiar os projetos selecionados.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está ampliando as ações do Programa AgroResidência com a publicação de mais quatro editais, por meio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). O objetivo é selecionar propostas de projetos voltados para a qualificação técnica de estudantes e recém-egressos de cursos de ciências agrárias e áreas afins.

Ao todo, serão aplicados R$ 15,5 milhões para financiar os projetos selecionados nos quatro editais. A expectativa é atender cerca de 900 jovens, promovendo sua inserção no ambiente real de trabalho, por meio de treinamento prático, orientado e supervisionado, propiciando o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao exercício profissional. 

Os recursos serão utilizados no custeio de bolsas para residentes de cursos técnicos de nível médio, no valor de R$ 900; e de nível superior, no valor de R$ 1.200. A carga horária de residência será de 40 horas semanais. 

Também será custeada bolsa para professor orientador, que corresponderá ao valor de R$ 200 por orientado. Cada professor deverá orientar entre cinco (mínimo) e dez (máximo) residentes, sendo assim, a bolsa pode variar de R$ 1 mil a R$ 2 mil. 

O AgroResidência prevê, ainda, custos com a participação dos residentes, professor orientador, técnico orientador e de colaboradores eventuais em reuniões, oficinas, seminários, congressos e afins.

Estudantes participam do AgroResidência no Pará – Divulgação/Mapa

Cada edital possui características e demandas específicas. A elaboração das propostas deve seguir o roteiro e demais orientações apresentadas nos atos de chamamento público.

Os editais do AgroResidência fazem parte de iniciativa do Mapa e da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) para contratação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que somam R$ 53,6 milhões e beneficiarão áreas rurais de todas as regiões do Brasil, no início de 2022. Além da residência profissional agrícola, a ação envolve levar assistência técnica para produtores de orgânicos e em assentamentos.

Editais

Edital 007/2021 receberá propostas de residência profissional agrícola apresentadas por instituições estaduais de ensino e terá abrangência nacional. Serão destinados R$ 5,3 milhões para os projetos aprovados. A submissão poderá ser realizada a partir desta terça-feira (28) até o dia 15 de fevereiro de 2022 pelo e-mail editalresidenciagricola007@anater.org.

Propostas de projetos voltados ao público feminino (residentes mulheres) poderão ser submetidas ao Edital 008/2021 por instituições de ensino público e Escolas Família Agrícola (EFA). As atividades deverão ser executadas no Semiárido brasileiro, dentro da área de atuação do Projeto Dom Hélder Câmara, que abrange 11 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Serão investidos R$ 4,4 milhões para custeio das bolsas e execução das atividades. Os recursos são oriundos do projeto Dom Helder Câmara, fruto de um acordo firmado entre o Mapa e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) para ações de combate à pobreza e apoio ao desenvolvimento rural sustentável no semiárido.

As propostas podem ser enviadas a partir do dia 28 de dezembro de 2021 pelo e-mail editalresidenciagricola008@anater.org. O prazo para submissão termina no dia 10 de fevereiro de 2022.   

As EFAs também poderão submeter suas propostas ao Edital 009/2021, cuja abrangência será nacional. Serão destinados R$ 2,7 milhões para financiar os projetos aprovados. As propostas devem ser enviadas entre os dias 28 de dezembro de 2021 e 15 de fevereiro de 2022 pelo e-mail editalresidenciagricola009@anater.org.

Dando continuidade à estratégia de implementação de ações do programa em um recorte territorial, assim como realizado no estado do Tocantins e Ilha do Marajó, o  Edital 010/2021 receberá propostas de instituições de ensino públicas e Escolas Família Agrícola de Mato Grosso do Sul. Serão destinados R$ 3 milhões para custeio. As propostas podem ser enviadas a partir desta terça-feira (28) até o dia 15 de fevereiro de 2022 pelo e-mail editalresidenciagricola010@anater.org

Fonte: Mapa

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Mapa e Anater viabilizam R$ 53,6 milhões para contratações de serviços de assistência técnica

Agricultores assentados, produtores de orgânicos e estudantes de ciências agrárias podem ser beneficiados em todo o país.

A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) lançou Chamadas Públicas e Instrumentos Específicos de Parceria (IEPs) para contratação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que somam R$ 53,6 milhões e beneficiarão áreas rurais de todas as regiões do Brasil, no início de 2022. Os editais apresentam novas políticas públicas de Ater, direcionadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O lançamento ocorreu nesta segunda-feira (27). A partir desta data, empresas privadas e públicas de Ater interessadas podem participar dos processos de seleção.

Agricultores assentados, produtores de orgânicos e estudantes de ciências agrárias fazem parte do público-alvo. As iniciativas do Governo Federal são referentes ao Programa de Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil – Região Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo; ao Projeto de Ater para Família de Agricultores e Agricultoras Orgânicos Vinculados a Organizações de Controle Social (OCS); e ao Programa AgroResidência.

“Este final de ano traz mais um marco para a história da Ater no Brasil. É com orgulho que anunciamos esse recurso que contemplará todas as regiões. A Anater, com o direcionamento do Mapa, potencializou as ações e iniciaremos 2022 ainda mais fortes”, destacou o presidente da Anater, Ademar Silva Júnior.

A última versão do Produzir Brasil atenderá demandas específicas da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A finalidade é acelerar o processo de consolidação dos projetos de reforma agrária por intermédio da inserção produtiva em cadeias de valor que garantam a sustentabilidade econômica e ambiental, bem como, a estabilidade social das famílias assentadas para inserção dessas em mercados.

Foto: iStock/Mapa

 A iniciativa é executada em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e, por isso, oferece também o título de posse rural, ampliando o acesso a outras políticas públicas. O recurso de aproximadamente R$ 30,3 milhões beneficiará mais de 6.600 famílias de assentados titulados ou em titulação, de nove estados da Região Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo. Além da contratação de empresas privadas por chamamento, o valor inclui a assinatura de seis IEPs com Emateres.

Já o Projeto de Ater para Família de Agricultores e Agricultoras Orgânicos Vinculados a Organizações de Controle Social (OCSs) visa a prestação de serviços para agricultores(as) familiares agrupados(as) em OCSs  que comercializam com venda direta. Devem ser legalmente constituídas e devidamente cadastradas no Mapa.

Será realizado o apoio à produção familiar de alimentos orgânicos, organização e controle social, rastreabilidade, execução de registros das atividades e acesso a mercados. O recurso de R$ 7,8 milhões contemplará mais de 80 OCSs dos seguintes estados: Amazonas, Ceará, Paraíba, Sergipe, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O AgroResidência tem o objetivo de selecionar propostas de projetos de residência profissional agrícola de instituições de ensino públicas. Serão contemplados os jovens entre 15 e 29 anos de idade, estudantes de nível médio ou superior e recém-egressos de cursos de ciências agrárias e afins. São quatro editais lançados e a abrangência é nacional, com recurso que soma R$ 15,5 milhões.

<< Confira os editais aqui !

Fonte: Mapa 

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Emater realiza atividade de capacitação sobre o manejo do algodão agroecológico

A Emater-RN segue com atividades para capacitação dos seus técnicos das regiões de Mossoró, Pau dos Ferros e Umarizal, além das prefeituras dessas localidades, o Centro Terra Viva e a Cooperativa Terra Livre, para o avanço do Projeto Algodão Agroecológico Potiguar. Desta vez, foi realizado um encontro entre os dias 24 e 25 de novembro para apresentar detalhadamente o plano de manejo orgânico e orientar o preenchimento do cadastro do agricultor.

A atividade contou com a participação do engenheiro agrônomo da EMPAER-PB, Vlamink Saraiva, facilitador do espaço de formação sobre a importância dos extensionistas rurais para a sociedade, e também sobre Plano de Manejo Orgânico do Algodão. Na atividade, estiveram presentes 21 participantes dos municípios de Pilões, Venha Ver, Baraúna, Mossoró, Grossos, Pau dos Ferros, José da Penha, Francisco Dantas, João Dias, Marcelino Vieira.

 

Foto: Emater Mossoró

Como parte do processo de formação, foi oferecida uma atividade prática, com visita técnica a uma propriedade no Sítio Senegal, em Mossoró, pertencente à dona Ivaneide e seu Edson, ambos cadastros no Projeto Algodão Agroecológico. Nessa oportunidade, foi realizado o diagnóstico voltado para avaliação da propriedade para receber o selo de orgânico e conformidade.

Na ocasião, também foi elaborado o plano de manejo do algodão agroecológico da área a ser cultivada. Dona Neidinha, como é conhecida na comunidade, que além de agricultora também é artesã, relatou que vê uma grande oportunidade do cultivo do algodão em consórcio com feijão.

O Projeto de Algodão Agroecológico é uma ação do Governo do Estado, através da Sedraf e Emater-RN, com a colaboração de ONGs que já atuam com a atividade, como o Instituto Casaca de Couro, Diaconia e Justa Trama.  O projeto iniciará no Rio Grande do Norte em 20 municípios. 

Fonte: ASSECOM/EMATER

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Cinco dicas para afundar seu trabalho como Extensionista Rural

Cinco dicas para ‘afundar’ seu trabalho como Extensionista Rural

Especialista em Extensão Rural lista, ironicamente, ações e situações que prejudicam o trabalho dos Extensionistas Rurais com os agricultores. Confira abaixo alguns dos maiores erros cometidos!

Por Ezequiel Redin*

O trabalho na Assistência Técnica e Extensão Rural, muito especialmente no Brasil, tem o desafio constante de combinar a técnica com a capacidade de criar laços de confiança com as famílias rurais para desenvolver um trabalho duradouro no médio e no longo prazo. Os agricultores familiares, responsáveis por boa parte da produção de alimentos no Brasil, possuem muitas dificuldades de gestão, entram diariamente em confronto diante das experiências acumuladas sobre a produção que são repassadas de geração em geração com as técnicas modernas de produção. Além disso, os produtores precisam ficar atentos ao que acontece fora da porteira, ou seja, as oscilações de custos de produção e a volatilidade dos preços dos produtos agropecuários.

Nesse sentido, inspirado na psicologia reversa, veja a seguir cinco passos infalíveis para colapsar o seu trabalho de Extensionista Rural e ajudar a afastar ainda mais o agricultor do profissional técnico, auxiliando-o a permanecer com as suas convicções de produção e fazê-lo esquecer de uma vez por todas que, para um trabalho de assistência técnica bem-feito, os resultados poderiam ser diferentes. Então, preparados? Vamos iniciar o nosso roteiro de insucesso garantido e, o pior, de garantia de um fracasso total do trabalho de um extensionista rural.

Cinco dicas para afundar seu trabalho como Extensionista Rural
Cinco dicas para afundar seu trabalho como Extensionista Rural

1. Diagnóstico da região e da propriedade

Não se importe em realizar um diagnóstico da região e da propriedade rural em questão. O sistema agrário, ou seja, conhecer a história da região, o zoneamento agroecológico, a tipologia dos agricultores e dos sistemas de produção, pouco é relevante, afinal, uma unidade de produção pode sobreviver sozinha e independente disso. Entender o sistema de produção da propriedade rural, como os itinerários técnicos, análises agronômicas, análises econômicas e criar modelos, é algo que, somente, se perde tempo, além de burocratizar o trabalho do extensionista. Sendo assim, sinta-se livre para definir, sem o aval da família rural, o que é bom e ruim para a vida produtiva e econômica da propriedade assistida por você. Afinal, como o mundo da agricultura tornou-se global, essas particularidades locais são sem importância para o sucesso de uma unidade de produção agrícola.

2. Difusão de tecnologias

Seja um verdadeiro difusionista. Mostre o melhor produto do mercado para atender a propriedade. Nunca queira saber se a família tem ou não condições para isso, afinal, ela comprando o melhor produto/serviço é certeza de sucesso total na unidade de produção. Não tem como dar errado! Fuja de métodos participativos, eles demoram muito e não dão resultados. Toda propriedade é uma verdadeira empresa e precisa de resultado imediato. É, somente, você comprar o pacote tecnológico, aplicar e colher os frutos. Pensar no longo prazo? Esqueça! Isso são invencionices de algum chato de plantão que acha que agricultor não precisa de dinheiro logo. O negócio é comprar o que o mercado tem a lhe oferecer sem pensar no preço. Adquira logo seu pacote tecnológico que o sucesso é certo. Afinal, o problema do agricultor é apenas sua teimosia em não comprar o que tem de melhor, senão tudo seria diferente!

3. Conhecimento

Quem possui conhecimento técnico é o Extensionista Rural e ponto final. Nada dessa de achar que o agricultor sabe alguma coisa. Afinal, você ficou cinco anos fazendo uma graduação, agora você já sabe tudo. E se a propriedade não evoluiu até agora é porque está fazendo algo de errado. Confia no Extensionista Rural que não conhece a sua propriedade, mas com uma visita já é suficiente. Profissional estudado conhece muito de técnica, então, ele vai te ajudar a sair dessa crise e você, agricultor, irá ganhar muito dinheiro. Usar aquela cartilha que aprendeu com a realidade de outra região é uma receita infalível e inquestionável. Larga de mão esse saber que você tem da família e confia na cartilha que vou lhe passar que será suficiente para você, agricultor.

4. Planejamento 

O trabalho do bom Extensionista Rural é aquele que vai lá conversar, toma um café na propriedade e vai lá contar uns causos. É um negócio infalível adotar, somente, essa metodologia de relacionamento porque o agricultor só precisa de atenção. Não o ajude a planejar nada na sua propriedade, afinal, essas coisas nunca dão certo porque todo ano é um problema novo. Na hora de selecionar o carro-chefe da produção, bem como suas estratégias complementares, seja um conformista, adote sempre aquilo que já vem sendo feito ou se quiser inovar, jogue tudo fora e mande o agricultor começar tudo do zero. Adote somente seu conhecimento técnico infalível, aquele que você aprendeu naquela disciplina que mais adorou na sua universidade, ou apenas algo que você saiba fazer. Afinal, o agricultor não pode saber que você não domina tudo, até porque isso pode colocar em jogo a sua reputação profissional. Assim, você garante seu lugar como profissional inteligente e ser um bom conversador garante confiança do produtor. Afinal, se nada der certo, o problema é do produtor e não seu.

5. Produção

Produza apenas o que o mercado de commodities lhe diz para produzir. Não se preocupe com diferenciação. Produção orgânica ou transição para uma propriedade agroecológica? Que nada, isso é loucura. Afinal, orgânicos não alimentam o mundo e uma propriedade agroecológica é puro romantismo. Esqueça essas coisas de produção voltada para a preservação ambiental ou do cuidado com os recursos de produção, afinal, o produtor só vive de lucros. É preciso ganhar dinheiro a qualquer custo, por isso o modelo convencional é o melhor que temos para o momento. Junte-se aos grandes produtores e ao mercado de exportação que o sucesso é garantido.

PRONTO! AGORA É APENAS UMA QUESTÃO DE TEMPO PARA QUE SEU TRABALHO DE EXTENSIONISTA RURAL POSSA AFUNDAR. VOCÊ FEZ O SEU MELHOR!

 

Seguindo esses passos não é preciso ficar ansioso, porque é apenas uma questão de tempo para tudo dar certo! Ah, mas tem uma questão, tão desimportante quanto o seu próprio trabalho nessas alturas do jogo: lamentavelmente, você não irá conseguir apreciar as etapas da destruição da sua imagem profissional, pois elas são dissimuladas e quase silenciosas, confundidas com a incapacidade do agricultor se adaptar aos seus ensinamentos infalíveis. Quando se der conta, tudo já terá acabado e ninguém irá perceber muito. Lamentavelmente, o pior, na verdade, está para iniciar. Para mais dicas, sigam-me nas redes sociais.

 

Texto inspirado em “Cinco dicas para ‘afundar’ sua fazenda” publicado na revista Globo Rural em 2018.

 

*Ezequiel Redin é Doutor em Extensão Rural, professor, pesquisador, Extensionista e filho de agricultor familiar. É editor há 12 anos da Revista Extensão Rural (Santa Maria). Criador do Projeto do Portal O Extensionista. Vice-Coordenador do PPG em Estudos Rurais, além de membro correspondente da Academia Centro Serra de Letras.

Esse texto possui direitos autorais. Copyright © Ezequiel Redin

-> Veja esse texto em forma de vídeo no Youtube

Como citar esse texto:

REDIN, E. Cinco dicas para ‘afundar’ seu trabalho como Extensionista Rural. O Extensionista, v.4, n.27, p. 1-2, jan. 2022. Disponível em: https://oextensionista.com/cinco-dicas-para-afundar-seu-trabalho-como-extensionista-rural/. Acesso em: DIA Mês. ANO.

Gestão socioambiental e o desenvolvimento da extensão rural pública será o tema de live com Rodrigo Moraes no canal do YouTube do Portal O Extensionista

Analista Ambiental  na ICMBio, Rodrigo Leal Moraes atualmente é um agente de desenvolvimento que protagoniza ações práticas no âmbito da gestão socioambiental e na Extensão Rural pelo Brasil

Com o objetivo de popularizar o conhecimento sobre Extensão Rural no Brasil, o Portal O Extensionista promoverá uma live nesta quarta-feira, 07/07, com o tema: “Gestão socioambiental e o desenvolvimento da extensão rural pública”. Na ocasião, o Prof. Ezequiel Redin do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFVJM, Campus Unaí, conversará com o Rodrigo Leal Moraes,  Analista Ambiental no Núcleo de Gestão Integrada (NGI) Carajás do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). 

A atividade faz parte do VI Compartilhamento de Experiências em Extensão Rural realizado pela disciplina de Extensão Rural do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFVJM, Campus Unaí e também do Projeto de Extensão: “O Extensionista: a ponte digital entre a pesquisa e a comunidade rural” registrado na PROEXC/UFVJM que está na fase 2 de desenvolvimento. 

O convidado, Ms. Rodrigo Leal Moraes (convidado), é mestre em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável (PPGAA/INEAF/UFPA), possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal Rural da Amazônia-UFRA (2000-2004). Atuou como Engenheiro Florestal/Especialista no Instituto de Meio Ambiente do Estado do Acre – IMAC(2006-2009), onde realizou análise de Planos de Manejo Florestal, georreferenciamento de propriedades rurais e fiscalização ambiental. Atualmente é analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, onde atua na gestão participativa, ordenamento dos recursos pesqueiros, monitoramento da biodiversidade e fortalecimento das organizações sociais locais em Reservas Extrativistas Marinhas localizadas no salgado paraense. Para saber mais, acesse seu Currículo Lattes, clique aqui

O Prof. Ezequiel Redin, moderador da live, é Mestre e Doutor em Extensão Rural pelo Programa de Pós-graduação em Extensão Rural pela Universidade Federal de Santa Maria. (PPGExR/UFSM); Editor da Revista Extensão Rural (UFSM). Atualmente, é professor do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) – Campus Unaí, MG e Professor Permanente e Coordenador em exercício do Programa de Pós-graduação em Estudos Rurais (PPGER) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Campus Diamantina, MG. É avaliador credenciado do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (BASis) do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP/MEC. Para saber mais, acesse seu Curriculo Lattes, clique aqui

A disciplina de Extensão Rural do ICA/UFVJM tem como objetivo construir um ethos teórico/empírico que proporcione um contato direto com diferentes profissionais do campo da Extensão Rural para compartilhamento de vivências e experiências que angariaram no mercado de trabalho e que partilhadas possam servir de estímulo aos futuros profissionais para também atuar como extensionistas rurais. 

Para tanto, a disciplina oportuniza diálogo com profissionais das diferentes áreas do conhecimento, com experiência na sua área de atuação, com a finalidade de apresentar experiências sobre o campo da Extensão Rural, ressalta o Prof. Ezequiel Redin. 

⚠ Coloca na agenda: 

📆 Dia: 07/07/2021 (quarta-feira)

⏰ 16h

🚨 Evento 👉 Gestão socioambiental e o desenvolvimento da extensão rural pública

🧑‍🎓Convidado: Rodrigo Leal Moraes 

🎥 Transmissão pelo canal do Youtube O EXTENSIONISTA. Para acessar, clique aqui   💚 💚

 

Para conhecer as outras lives, clique na seção lives do Portal. 

 

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Esse texto possui direitos autorais. 

Como citar esse texto:O EXTENSIONISTA. Gestão socioambiental e o desenvolvimento da extensão rural pública será o tema de live com Rodrigo Moraes no canal do YouTube do Portal O Extensionista. v.3, n.26, p. 1-2, jul. 2021. Disponível em: https://oextensionista.com/gestao-socioambiental-e-o-desenvolvimento-da-extensao-rural-publica-sera-o-tema-de-live-com-rodrigo-moraes-no-canal-do-youtube-do-portal-o-extensionista/. Acesso em: DIA Mês. ANO. 

Agricultores familiares do Amazonas podem aderir ao Garantia-Safra

Os agricultores familiares do Amazonas foram incluídos no Programa Garantia-Safra, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a partir do ano agrícola de 2021/2022. O benefício é destinado aos produtores que tiverem perdas de produção nos municípios igual ou superior a 50% por causa de estiagem ou enchentes.

“O Garantia-Safra é um benefício condicionado que tem como objetivo garantir as condições mínimas para a segurança alimentar de agricultores familiares que estão em municípios sujeitos a perdas sistemática de safra, seja por estiagem ou agora, com a inclusão do Amazonas, por inundações”, explicou o Diretor do Departamento de Gestão de Riscos, do Mapa, Pedro Loyola.

Até então, o Fundo Garantia-Safra era pago aos agricultores de todos os estados do Nordeste e do norte de Minas Gerais, que tinham produção prejudicada pela seca. Na safra de 2019-2020, o programa atendeu 380.303 agricultores em 531 municípios.

No Amazonas, podem ser beneficiados cerca de 2.275 agricultores que vivem na bacia do Rio Juruá, onde estão localizadas as cidades de Carauari, Envira, Eirunepé, Guajará, Juruá, Ipixuna e Itamarati. Nessas localidades, os produtores estão sujeitos a inundações.

Segundo o diretor, o Ministério da Agricultura atuou junto ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e definiu metodologia específica para o Amazonas. “A partir de agora, também a questão das inundações e cotas de inundações aí que serão as cheias de rio, será um índice considerado no programa Garantia-Safra e o estado do Amazonas é o primeiro estado a entrar com essa questão das inundações.”

Quem pode receber

Tem direito agricultores familiares que possuam Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) Ativa e tiveram perdas de produção igual ou superior a 50%. Os beneficiários devem ter renda familiar mensal de, no máximo, um e meio salário mínimo e plante entre 0,6 a 5 hectares de feijão, milho, arroz, algodão ou mandioca.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o Garantia-Safra prevê o repasse de R$ 850, em parcela única, por causa da Covid-19. Os recursos vêm das contribuições dos agricultores (taxa de adesão), dos municípios, dos estados e da União.

Acesse para aderir ao programa

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Créditos:

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

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Ministério lança Rota da Fruticultura no Distrito Federal

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) lançou, dia 12 de junho, a Rota da Fruticultura da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride/DF). O investimento é de R$ 1 milhão. Foram doados quatro caminhões para transporte das mercadorias pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que já foram entregues a cooperativas da região. Outras três câmaras frias serão repassadas assim que as estruturas para recebê-las estiverem finalizadas. 

O objetivo da ação é profissionalizar a cadeia produtiva da fruticultura, integrando os subsistemas de insumos, produção, extrativismo, processamento e comercialização por meio da criação de sistemas agroflorestais, agroindustriais e de serviços especializados.

Segundo o ministério, a medida é voltada para o apoio na geração de emprego, de renda e de oportunidades para milhares de brasilienses e, além disso, levar alimento saudável para a população.

Caminhões

A estruturação da Rota da Fruticultura incluiu a doação de caminhões leves com carroceria baú a quatro instituições: Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina (Cootaquara), Cooperativa de Agricultura Familiar Mista do Distrito Federal (Coopermista), Cooperativa Agrícola Buriti Vermelho (Cooper-Horti) e Associação dos Trabalhadores Rurais da Agricultura Familiar do Assentamento Chapadinha (Astraf). 

O investimento em cada veículo foi de R$ 229 mil. Em breve, também serão disponibilizadas três câmaras frias, duas de 6×6 metros (R$ 39,5 mil cada) e uma de 3×3 metros (R$ 24 mil).

Rotas no DF

O projeto inclui também capacitação dos produtores rurais, que será feita em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação Agrícola (IICA).  O Distrito Federal conta com outras duas rotas que já estão em atuação: Polo Cerrado Circular, que pertence à Rota da Economia Circular, e o Polo Cerrado Digital, da Rota da Tecnologia da Informação e Comunicação.

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Créditos:

Edição – Kleber Sampaio

Fonte: Agência Brasil

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Projeto de ATER: Organização Territorial da Cadeia Apícola no Território de Batalha – Alagoas

No dia 20 de maio de 2021 foi publicado no Diário Oficial da União o Convênio n° 2021.0006 referente ao Projeto “Fomento à Organização Territorial da Cadeia Produtiva da Apicultura de Base Familiar no Território de Batalha (AL) como Estratégia de Preservação Ambiental, Inclusão Produtiva e Difusão Tecnológica”. A iniciativa foi selecionada pelo Edital 02/2019 do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e Inovação (FUNDECI) do Banco do Nordeste. O projeto foi formulado pelo Instituto Nordestino de Cidadania e Moradia Popular (HABITAR) em parceria com a Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL),  a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE) e a Associação Palmeirense dos Apicultores e Meliponicultores (APAMEL).

Fonte: UNAEL

O projeto socioprodutivo busca promover e articular três eixos de ação no Território de Batalha (municípios de Batalha, Belo Monte, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Major Isidoro, Monteirópolis, Olho D’agua das Flores e Olivença) diretamente relacionados ao fomento e a organização da cadeia produtiva apícola de base familiar. O primeiro eixo de trabalho visa identificar e divulgar boas práticas apícolas adaptadas ao semiárido alagoano através da produção de material impresso (cartilhas) e audiovisual. O segundo eixo de ação visa mobilizar e organizar os/as apicultores/as (ou grupos interessados em produzir) em âmbito municipal e territorial nos oito municípios do Território de Batalha. Por fim, o terceiro eixo de atuação buscará fomentar a produção apícola nas comunidades quilombolas existentes no território, implantando 02 Unidades Demonstrativas (UDs) e disponibilizando assistência técnica.

A equipe diretamente responsável pela execução do projeto é composta por membros da HABITAR, João Rafael G. Morais (Coordenador Geral) e Luíz Fernando Magalhães (Assistente de Projeto), pela Profª Drª Maria do Carmo Carneiro (Coordenadora Técnica Apicultura) da UNEAL e pelo Prof. Dr. Roberto de Sousa Miranda (Coordenador Técnico) da UFAPE. Fará parte também da equipe o Cineasta Leandro Alves.

No dia 23/06/2021 ás 19:30 haverá o Webnário de lançamento do Projeto no Canal do Youtube na UNEAL.

Mais informações sobre o projeto Aqui .

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Créditos:

UNAEL – Universidade Estadual de Alagoas

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Nutricionista da Epagri dá dicas e receita para melhorar a imunidade

Alimentação saudável e nutritiva pode ajudar a reforçar a imunidade.

Uma alimentação saudável, rica em nutrientes, ajuda a manter o organismo mais resistente e protegido contra doenças. “Com a alimentação equilibrada temos também um equilíbrio fisiológico, fazendo com que o organismo funcione de maneira mais harmônica”, explica a nutricionista Elisiane Casaril Friedrich, extensionista da Epagri em Chapecó. Essa orientação vale para todos os momentos, mas diante da pandemia de coronavírus, ganha ainda mais importância. Por isso, reunimos algumas dicas para usar a alimentação a favor da imunidade. Confira:

Aposte no natural

Evite ao máximo alimentos processados, industrializados, que têm em sua composição ingredientes que não são os produzidos de forma natural. “A alimentação tem que ter como base no dia a dia alimentos naturais, que sejam produzidos por nós, preferencialmente na nossa casa, na horta, no quintal”, explica Elisiane.

Se possível, produza seu alimento

Uma das ações permanentes da Epagri é incentivar as famílias rurais a consumir o que produzem. “Nosso foco, especialmente neste momento, é orientar as famílias a valorizar e consumir os alimentos que têm em abundância na propriedade. São alimentos que elas produzem, de baixo custo, mas de alto valor nutricional”, acrescenta a extensionista social Maristela Soligo, da Epagri de Guatambu.

Horta

Manter uma horta em casa ajuda a melhorar a qualidade da alimentação

Se você não mora no meio rural ou não tem espaço para uma horta, busque fornecedores locais. Aqui você encontra uma lista de agricultores que entregam alimentos fresquinhos em casa em diferentes regiões de Santa Catarina.

Consuma alimentos da época

Dê preferência aos alimentos que estão em época de colheita na sua região. “Muitos desses alimentos são livres de agrotóxicos ou são produzidos de maneira que protege muito mais o nosso corpo e também o meio ambiente”, diz a nutricionista Elisiane. “Agora temos a época de frutas cítricas e legumes como tomate, abóbora e chuchu, que são fontes excelentes de vitamina A e vitamina C, que têm ação antioxidante. Essa ação antioxidante, presente principalmente nas frutas e nos legumes, protege o organismo contra a ação de vírus e bactérias, assim como de outras doenças”, detalha.

Falando em vitaminas…

“Outra vitamina importante para a imunidade é a E, que também tem ação antioxidante, ajudando a manter as células do organismo sadias”, acrescenta Elisiane. A vitamina E é encontrada no amendoim, no abacate, nas nozes e na semente de girassol, por exemplo. “Quem tiver a opção de encontrar esses alimentos, pode incluir sementes de girassol na salada ou em um bolo integral”, sugere Elisiane.

Diversifique e abuse das cores

Para ter um bom aporte de nutrientes ao longo do dia, procure consumir alimentos de forma bem diversificada, garantindo sempre uma quantidade boa de frutas, legumes e verduras. “Quanto mais colorida estiver a nossa alimentação, maior será o aporte de nutrientes dos alimentos”, diz a nutricionista. No almoço e no jantar, tente compor um prato bem colorido, com legumes e verduras variados. Na hora do lanche, aposte nas frutas, que ajudam a abastecer o corpo com as vitaminas necessárias.

Alimentação também é carinho

Prepare seu alimento com afeto. “Se puder, inclua outras pessoas da família, como filhos e netos, para participar da preparação dos alimentos. Esse momento serve para fortalecer os vínculos, faz bem para nossa saúde e para a nossa mente”, diz Elisiane.

Que tal começar agora? Elisiane compartilha uma receita simples e nutritiva que qualquer um pode fazer, confira:

RECEITA – SALADA NUTRITIVA

Salada Nutritiva

Ingredientes: Alface americana, rúcula, amendoim, limão e mamão.

Preparo: Torre o amendoim e reserve. Higienize as folhas, descasque e pique as frutas, e depois monte o prato como preferir. A salada pode ser temperada com azeite e sal a gosto.

Dica: Você pode adaptar a receita com os alimentos que tiver na sua casa ou propriedade. “Couve-folha, laranja e manga também são boas combinações. No lugar do amendoim, você pode usar semente de girassol, castanha ou nozes”, sugere a nutricionista.

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Esta notícia foi autorizada para publicação.

Créditos: Gisele Dias – Assessoria de Comunicação da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI)

Desmantelamento da Extensão Rural em são paulo? para onde vai a cati? leia a carta AFITESP/SINDAFITESP

Carta aos beneficiários da Fundação ITESP e toda a sociedade paulista

Neste momento, em que o país se encontra imerso em contexto de grave sobreposição de crises econômica, política e institucional, potencializadas pela pandemia de covid-19 e suas terríveis consequências à saúde pública, em especial às populações empobrecidas e em situação de vulnerabilidade social, o Governo do Estado de São Paulo, num claro ato de desrespeito e desprezo pela vida e dignidade humana, encaminha à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) o Projeto de Lei nº 529/2020 que propõe a extinção de empresas, autarquias e fundações públicas de inestimada importância à garantia do bem-estar social da população paulista, dentre elas a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da Silva” (ITESP).

A Fundação ITESP, responsável pela implementação da política agrária e fundiária do estado de São Paulo, presta reconhecido serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) a mais de 7 mil famílias, em 140 assentamentos rurais distribuídos por todo o estado, e a mais de 1.400 famílias quilombolas, pertencentes a 36 comunidades remanescentes de quilombos presentes, sobretudo, na região do Vale do Ribeira. Ambos os públicos atendidos pela ATER da Instituição, agricultores familiares e quilombolas, são reconhecidos, nacional e internacionalmente, por suas imensas contribuições à preservação ambiental e uso racional e sustentável das áreas em que vivem e trabalham, com destaque para a exploração racional dos recursos naturais nas áreas de mata atlântica. Sendo também igualmente reconhecidos como os principais produtores dos gêneros alimentícios básicos, saudáveis e livres de agrotóxicos, que ocupam as mesas e garantem a segurança e soberania alimentar da população.

Para além das atividades de ATER junto às comunidades citadas, a Fundação ainda desenvolve Programa de Regularização Fundiária Urbana e Rural, numa ação social, em parceria com os municípios paulistas onde, após identificadas as áreas passíveis de regularização fundiária, são outorgados títulos de propriedade ou de domínio, de legitimação de posse e de legitimação fundiária, via de regra, nas periferias das cidades, sem nenhum custo para os beneficiários, somando-se, ao longo da história, mais de 45 mil títulos concedidos.

Cabe destacar, também, que grande parte das atividades citadas são desenvolvidas em regiões e municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), contribuindo, assim, para a dinamização da economia urbana e rural de pequenos e médios municípios e, consequente, geração de empregos, distribuição de renda e redução das desigualdades sociais e regionais.

Ressaltamos ainda que o cenário que se impõe torna imperativo o massivo investimento estatal em geração de empregos, garantia da saúde da população e promoção do bem-estar social como instrumentos de política anticíclica, capazes de atenuar e reverter os dramáticos efeitos de tal crise sobre o próprio orçamento público e, sobretudo, sobre a população empobrecida. Entretanto, com a proposta de extinção da Instituição, o governo do estado de São Paulo sinaliza em direção contrária, tornando clara sua opção por deixar sem qualquer assistência técnica, aproximadamente, 9.000 famílias residentes e produtoras nos assentamentos rurais e comunidades quilombolas, comprometendo a segurança e soberania alimentar do estado, além de lançar às fileiras do desemprego os mais de 500 servidores atualmente em serviço.

Diante do exposto, entendemos que a nefasta proposta do governo de João Dória para extinção da Fundação ITESP revela a verdadeira face de um governo que, em que pese a aparência que busca transmitir, em essência, apenas corrobora as políticas implementadas em esfera federal, demonstrando igual mesquinhez e desprezo para com o meio ambiente e a dignidade humana.

Por esse motivo, a Diretoria da Associação dos Funcionários da Fundação ITESP (AFITESP) vem a público expressar o seu repúdio em relação às ações do governo estadual e exigir a imediata retirada do referido Projeto de Lei apresentado pelo Governo do Estado de São Paulo.

A Diretoria

AFITESP/SINDAFITESP

Assine a petição e ajude a ITESP, clique aqui!

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Esta notícia foi autorizada para publicação.

LANÇADA A CAMPANHA ‘MULHERES RURAIS, MULHERES COM DIREITOS’

Em sua 5ª edição, a campanha quer dar visibilidade às mulheres como guardiãs e promotoras do desenvolvimento, seguindo o princípio da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

Foi lançada nesta quarta-feira (29/07), a 5ª edição da campanha ‘Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos’, que, neste ano, tem a proposta de dar visibilidade às mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes que vivem e trabalham em um contexto desigualdades estruturais e desafios sociais, econômicos e ambientais, agravado pelo impacto da pandemia de Covid-19 na América Latina e Caribe.

O lançamento, realizado no Palácio do Planalto, às 16h, contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro, da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e das ministras Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), e do representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Rafael Zavala.

Durante o lançamento, Zavala explicou que a campanha é uma iniciativa conjunta, promovida pela FAO na América Latina e no Caribe, com a colaboração de diversas instituições e entidades governamentais, além de organizações da sociedade civil e entidades privadas. “O Brasil tem uma experiência significativa na implementação da campanha ‘Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos’, através do seu trabalho intersetorial, promovendo o intercâmbio de conhecimento e cooperação. Isso é essencial para a garantia do pleno exercício do direito das mulheres rurais, indígenas, extrativistas e quilombolas. Entendemos que esse é o momento de reforçar esse trabalho, e a campanha chega em boa hora, para tornar mais visível o papel dessas mulheres”.

No Brasil, a organização da campanha está a cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que atuará em conjunto com o gabinete da primeira-dama e com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

“Queremos ver mais mulheres administrando fazendas, dirigindo tratores, chefiando cooperativas, pescando, plantando e colhendo. Enfim, mais mulheres se beneficiando da pujança do agro brasileiro. Por isso, as ações previstas no âmbito desta campanha que estamos lançando hoje são tão importantes. O intercâmbio de informações, a difusão de conhecimento e a troca de experiências são vitais para mostrar toda a luta e a capacidade da mulher do campo e para dar às mulheres rurais os meios para seguir crescendo”, destacou a ministra Tereza Cristina.

Inclusão pela Ater

Nos projetos e programas desenvolvidos pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), a mulher tem papel de protagonista, liderando cerca de 30% famílias assistidas pela agência, onde assumem um importante papel no processo produtivo. Elas atuam no plantio, na colheita, no beneficiamento e na comercialização da produção, lideram associações e cooperativas, são empreendedoras, administradoras, e também contribuem na qualificação do processo, atuando como extensionistas rurais.

O presidente da Anater, Ademar Silva Jr, destaca que essa participação é fundamental para a organização produtiva e na construção de soluções para superação das situações de desigualdade. “Além de contribuir de forma eficiente e efetiva na atividade agropecuária, a participação da mulher garante a sucessão familiar. Se a mulher fica no campo, o filho também fica. Isso é fundamental para a continuidade da atividade produtiva no campo”.

Para a presidente da Emater do Distrito Federal, Denise Fonseca, as mulheres têm, historicamente, importância fundamental no processo de cooperação, pelas relações de amizade, parentesco com a vizinhança, sempre temperada com amor, compreensão, doação, solidariedade. “A maioria das organizações rurais que apoiamos tem nas mulheres grande parte de sua sustentabilidade. Cooperativas e associações que comercializam no mercado institucional têm principalmente nas mulheres a execução, o preparo e a organização dos produtos e processos, o que demonstra a importância das mulheres empreendedoras no contexto das organizações”, observa.

Edilene Steinwandter, presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), diz que a mulher no agronegócio é sinônimo de sucesso no estado catarinense. “O processamento de alimentos para agregação de valor é uma das principiais atividades desenvolvidas pelas agricultoras catarinenses, o que nos faz ter a certeza de que o empreendedorismo corre nas veias deste público”, pondera.

De acordo com a presidente, em 2020, 9,13% do crédito rural aplicado no Estado foi para as mulheres. “O número ainda é baixo, mas mostra uma constante evolução, já que no ano passado esse índice ficou em 7,39% e em 2018 foi de 7,45%. Nas nossas capacitações, principalmente as voltadas para jovens de até 29 anos, elas são destaque não só pela participação massiva, mas também pelo interesse nos temas abordados. Vemos o resultado na prática, com cada vez mais mulheres tomando a frente dos negócios no meio rural, sempre com zelo, carinho e organização, que redundam em lucro para as famílias”, avalia.

Na história de cada família atendida pela Anater e entidades parcerias é possível perceber como a Ater é capaz de promover cidadania, inclusão social e qualidade de vida. Elas também mostram o papel destacado das mulheres no desenvolvimento da agricultura, sendo as principais responsáveis pela garantia da segurança alimentar e nutricional das famílias.

Desafios

Segundo a FAO, atualmente, 60 milhões de mulheres vivem em zonais rurais da América Latina e do Caribe e parte delas têm papel central na produção e abastecimento de alimentos. No entanto, muitas delas enfrentam sérias limitações para acessar recursos produtivos, como terra, água, insumos agrícolas, financiamento, seguro e treinamento, além de várias barreiras para colocar seus produtos no mercado.

Além disso, grande parte dessas mulheres trabalha informalmente, dispõe de poucas redes de apoio. E, mesmo com a pandemia da Covid-19, não pararam de trabalhar para responder à demanda por alimentos nas cidades e comunidades rurais, assim como a necessidade de alimentar suas próprias famílias.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de mulheres dirigindo propriedades rurais no Brasil é pequeno. Dos 5,07 milhões de desses estabelecimentos, quase 1 milhão contam com mulheres rurais à frente, o que representa apenas 19% do total, segundo o Censo Agropecuário de 2017.

A maioria está na região Nordeste (57%), seguida pelo Sudeste (14%), Norte (12%), Sul (11%) e Centro-Oeste, que concentra apenas 6% do universo de mulheres dirigentes. Os dados foram obtidos a partir de um trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o IBGE. De acordo com a pesquisa, juntas, elas administram cerca de 30 milhões de hectares, o que corresponde apenas a 8,5% da área total ocupada pelos estabelecimentos rurais no país.

Histórico da campanha

No Brasil, a campanha ‘Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos’ começou em 2015, como uma iniciativa para dar visibilidade ao trabalho da mulher rural. O lema da primeira campanha foi “Sou trabalhadora rural, não sou ajudante”. A partir de 2016, a campanha se estendeu para a América Latina e o Caribe e incluiu o tema dos direitos relacionados à igualdade de gênero, principalmente o combate à violência.

A edição deste ano quer dar visibilidade às mulheres como guardiãs e promotoras do desenvolvimento, seguindo o princípio da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Da mesma forma, busca unir esforços e continuar avançando na implementação de políticas públicas e privadas coordenadas e intersetoriais que reconheçam e atuem nos desafios enfrentados pelas mulheres rurais, colocando-as no centro das estratégias de desenvolvimento sustentável.

Entre as ações que integram a campanha estão a identificação e difusão de experiências e conhecimentos sobre o poder transformador das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, e a realização de concurso, seminários e oficinas que levem até as mulheres do campo o conhecimento de direitos e políticas públicas ao seu alcance.

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Esta notícia foi autorizada para publicação. 

Créditos: Comunicação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater)

Curso de formação profissional para extensionistas rurais

A Associação Argentina de Extensão Rural está ofertando um curso de formação profissional para extensionistas rurais sobre trabalho em grupo. O curso será realizado a distância de forma virtual integrando aulas e trabalhos nos fóruns de discussão.

Curso a distância: TRABALHANDO COM GRUPOS E ORGANIZAÇÕES NO ÂMBITO DA EXTENSÃO RURAL

Pré-inscrição: até 10 de setembro de 2020. Os participantes serão contatados por e-mail até 11 de setembro para confirmar a abertura do curso (até o número mínimo e máximo de participantes). A prioridade do curso é por ordem de inscrição.

Formulário de pré-inscrição: https://forms.gle/zyNDANTwKmT4BeqQ6

Duração e datas:

  • Início: 17 de setembro.
  • Duração: 12 semanas
  • Aulas virtuais quinzenais: quintas-feiras das 17 às 20 horas (Argentina) via Zoom

Quantidade de participantes:

  • Mínimo 15 participantes, máximo 25 (possibilidade de abertura de um segundo grupo de acordo com o número de participantes)

Taxa de registro:

  • Registro geral (nacional e estrangeiro – valores em pesos argentinos)

Em uma parcela: $ 8500
Em três (3) parcelas: US $ 9200

  • Membros AADER (com taxa diária)

Em uma parcela: $ 6000
Em três (3) parcelas: $ 6500

Para conhecer a programação completa, clique aqui.

Live do GEATER debateu ações da Extensão Rural Pós-Pandemia

O Grupo de Estudos e Pesquisa em ATER (GEATER) realizou na noite do dia 15 de julho a live “Extensão Rural Pós-Pandemia e as demandas dos Agricultores Familiares pela Nova Extensão Rural” tendo como debatedores: Jailson Lopes, extensionista da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (EMPAER-PB), Marcelo Galassi, coordenador da AS-PTA/Paraíba e Melquior Batista, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e deputado estadual da Paraíba.

O evento foi conduzido pelo extensionista da EMPAER-PB, Rodoffo Travasso, e contou com a participação de internautas (extensionistas, professores, pesquisadores) de diversas regiões do Brasil. O GEATER realizará debates online todos os meses para tratar do tema da extensão rural.

Para assistir a live completa, clique aqui

LIVE: Assistência técnica e extensão agrícola: O papel das instituições de pesquisa e universidades

Nesta quarta, 15 de julho, a partir das 10h30, o Prof. Decio Zylbersztajn ministrará a palestra “Assistência técnica e extensão agrícola: o papel das instituições de pesquisa e universidades” na Série de Palestras Técnicas da Embrapa.

A Série de Palestras Técnicas (SPT) é um evento presencial, com frequência semanal, já consolidado junto aos funcionários lotados e/ou removidos na Embrapa Arroz e Feijão. Em 2020, a SPT ocorre por meio de parceria entre a já referida unidade e, também, a Embrapa Florestas.

Os objetivos da SPT são: 1) promover um bom networking profissional; 2) atualizar e enriquecer o currículo profissional; 3) desenvolver novas habilidades importantes; 4) escutar e respeitar novos pontos de vista; 5) atiçar a curiosidade, inspirar o estudo aprofundado de novos temas e, como consequência, descortinar novas possibilidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação e 6) manter os participantes atualizados sobre o mercado agropecuário e sobre novos conceitos.

Neste momento, em que a pandemia do coronavírus exige isolamento, a SPT inova passando a ocorrer virtualmente, via Conferência Web, abrindo oportunidades para que profissionais de outras localidades possam compartilhar seus conhecimentos virtualmente como palestrantes da SPT e, também, abrindo a oportunidade para que o público externo possa também desfrutar das palestras.

Neste Link , nesta quarta, você poderá assistir a palestra gratuitamente a palestra:

https://conferenciaweb.rnp.br/events/assistencia-tecnica-e-extensao-agricola-o-papel-das-instituicoes-de-pesquisa-e-universidades

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Esta notícia foi autorizada para publicação.

Créditos: Christiane Leles Rezende De Vita

Grupo de Estudos e Pesquisa em ATER é criado no Brasil

O Serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) têm contribuído de forma significativa com as ações no rural brasileiro desde o pós-Segunda Guerra Mundial, todavia ainda carecemos de organização dos trabalhadores do setor que se dedicam ao estudo, pesquisa e publicação dos seus trabalhos em nível nacional.

No campo dos Programas de Pós-Graduação em ATER destacam-se os cursos de mestrado e doutorado em universidades nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste, todavia não dispomos de uma instituição científica que promova o debater sobre o tema. Vale destacar que inúmeras entidades como a Sociedade Brasileira de Sociologia e Economia Rural (SOBER), a Rede de Estudos Rurais, dentre outras ainda promove nas suas ações algumas discussões sobre o tema da extensão rural.

Assim, compreende-se que é necessário promover a criação de uma rede de profissionais de ATER numa perspectiva de organizar o trabalho daqueles que se dedicam ao estudo e pesquisa sobre o tema.

Objetivo Geral

Formar um Grupo de Trabalho em Estudos e Pesquisa de ATER para dinamizar ações juntos de profissionais de ATER em todo país.

Objetivos Específicos

  1. Criar um cadastro de profissionais de ATER que manifestem interesse em participar desta iniciativa;
  2. Organizar eventos que busquem planejar ações no campo do estudo e pesquisa em ATER;
  3. Fomentar a criação de uma publicação nacional sobre ATER bem como obras regionais a exemplo do que vem sendo feito pelo SINTER-PB;
  4. Sistematizar pesquisas que demonstrem os resultados das ações de ATER;
  5. Incentivar a participação dos extensionistas em eventos científicos e publicação em periódicos do setor rural;
  6. Promover ações que gere a entrada dos extensionistas em cursos de pós-graduação da área.

Para saber mais, clique aqui

Epagri lança livro sobre a história da extensão rural no Brasil e em SC

No dia 29 de maio a Epagri lança o livro “Aspectos históricos da extensão rural no Brasil e em Santa Catarina”, que traz um testemunho do autor, engenheiro-agrônomo Glauco Olinger, sobre a construção da extensão no território nacional. O evento será virtual, a partir das 11h, aberto a todos os interessados.

Glauco é pioneiro da extensão rural em Santa Catarina e fundador da Acaresc, uma das empresas que deram origem à Epagri. Aos 97 anos e com uma memória invejável, ele narra no livro a história por ele vivenciada. Segundo o autor, a obra resgata os fundamentos, a trajetória e as conquistas dos primeiros tempos da extensão rural e é dedicada a todos que queiram conhecer essa história.

Como gestor da antiga Acaresc por vários anos, Glauco foi pioneiro em métodos de difusão agropecuária, técnicas de conservação do solo, estimulando a introdução de equipamentos agrícolas modernos para a época e a educação para jovens e mulheres agricultoras. Trouxe a Santa Catarina as primeiras raças de suínos tipo carne, que alavancaram a agroindústria catarinense e brasileira, bem como raças especializadas de gado leiteiro. Incentivou o cooperativismo e implantou o Programa de Fruticultura de Clima Temperado que, somado aos esforços da pesquisa agropecuária no estado, tornou SC líder na produção de maçãs. Apoiou ainda a criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a atual Embrapa.

“Se hoje o território barriga verde é modelo nacional e internacional em tecnologias agropecuárias, isso não aconteceu por acaso. O papel de Glauco Olinger foi decisivo para o estado atingir esta realidade”, afirma a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter. Ela ressalta o compromisso da obra com a fidedignidade. ” Acontecimentos históricos, quando relatados e analisados por quem, efetivamente, os vivenciou, assumem, via de regra, alta credibilidade e valor”, diz Edilene.

A obra tem 84 páginas e traz imagens históricas do acervo da Epagri e do arquivo pessoal de Glauco. Nela o autor conceitua a extensão rural e seus princípios de ação, fala da instalação do serviço de extensão rural no Brasil e dos antecedentes da extensão rural em Santa Catariana, explica o que foi o ETA-Projeto 17 e os impactos e resultados da extensão rural no estado, esclarece como foi a influência da extensão rural na origem e criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e os valores, virtudes e proselitismo político na Acaresc. A obra ficará disponível no site da Epagri para livre download.

O autor

Glauco e a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter
O professor e engenheiro-agrônomo Glauco Olinger é catarinense, nascido em setembro de 1922. Iniciou sua trajetória acadêmica e profissional em 1941 como aluno do Pré-Agronômico na Escola Superior de Agricultura de Viçosa (ESAV), em Minas Gerais. A partir de sua graduação em Agronomia (dezembro de 1946), exerceu múltiplas funções em diferentes áreas de atuação: ensino agrícola, fomento agropecuário, engenharia rural, colonização, política agrária, extensão rural, pesquisa, consultoria internacional.

Ele foi secretário da Agricultura em Santa Catarina, presidente da Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater), idealizador e criador do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina. No entanto, sua maior expertise profissional foi, e continua sendo, a extensão rural, desde que implantou o ETA-Projeto 17 (futura Acaresc) em fevereiro de 1956 e onde atuou por cerca de seis décadas, contribuindo para transformar Santa Catarina num dos principais produtores de alimentos saudáveis do país.

Arado com tração animal, uma das primeiras tecnologias utilizadas pela extensão rural. Acervo de Glauco Olinger


Serviço

O que: lançamento virtual do livro “Aspectos históricos da extensão rural no Brasil e em Santa Catarina”, de autoria Glauco Olinger

Quando: 29 de maio de 2020, a partir das 11h

Onde: pelo link https://meet.google.com/pvj-cyrp-evj

Como adquirir o livro: Após o lançamento, a obra ficará disponível no site da Epagri para download gratuito

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Esta notícia foi autorizada para publicação.

Créditos: Gisele Dias – Assessoria de Comunicação da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI)

Conheça os objetivos da PNATER

A Lei n.º 12.188, de 11 de janeiro de 2010, insituiu Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária – PNATER e o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária – PRONATER.


Após um intenso debate em todos os conselhos, fóruns de desenvolvimento, associações, cooperativas e universidades, construída de forma democrática, a PNATER foi construída em um documento público que rodou o país e os meios digitais com mais de 50 laudas.

O Art. 4º desta Lei apresenta os doze objetivos da PNATER. São eles:

1 – promover o desenvolvimento rural sustentável;

2 – apoiar iniciativas econômicas que promovam as potencialidades e vocações regionais e locais;

3 – aumentar a produção, a qualidade e a produtividade das atividades e serviços agropecuários e não agropecuários, inclusive agroextrativistas, florestais e artesanais;

4 – promover a melhoria da qualidade de vida de seus beneficiários;

5 – assessorar as diversas fases das atividades econômicas, a gestão de negócios, sua organização, a produção, inserção no mercado e abastecimento, observando as peculiaridades das diferentes cadeias produtivas;

6 – desenvolver ações voltadas ao uso, manejo, proteção, conservação e recuperação dos recursos naturais, dos agroecossistemas e da biodiversidade;

7 – construir sistemas de produção sustentáveis a partir do conhecimento científico, empírico e tradicional;

8 – aumentar a renda do público beneficiário e agregar valor a sua produção;

9 – apoiar o associativismo e o cooperativismo, bem como a formação de agentes de assistência técnica e extensão rural;

10 – promover o desenvolvimento e a apropriação de inovações tecnológicas e organizativas adequadas ao público beneficiário e a integração deste ao mercado produtivo nacional;

11 – promover a integração da Ater com a pesquisa, aproximando a produção agrícola e o meio rural do conhecimento científico; e

12- contribuir para a expansão do aprendizado e da qualificação profissional e diversificada, apropriada e contextualizada à realidade do meio rural brasileiro.

Para assistir o vídeo dos objetivos da PNATER, clique aqui

Esse texto possui direitos autorais.
Copyright © O Extensionista

Referências

BRASIL. Lei nº 12.188, de 11 de janeiro de 2010. Institui a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária – PNATER e o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária – PRONATER, altera a Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, e dá outras providências. Congresso Nacional, DF, 11 jan. 2010. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12188.htm.